Dominantes como mero coadjuvantes. Master as mere partners. Portuguese-English post.

April 20, 2017

Pessoal, as vezes a gente se depara com textos muitos bons que tem conexão com o que a gente pensa e faz no BDSM. É o caso desse aqui, do meu amigo Dom Lucas Ares de BH. Portanto resolvi reproduzir no meu site, obviamente colocando aqui a fonte original para quem quiser conferir esse site que super recomendo.

 

Esse post se comunica com um outro que escrevi em janeiro de 2016, com o título "Jogos pendulares". pra quem quiser checar, esse post meu continua no meu blogue. 

 

Personally, sometimes we come across very good texts that have connection with what we think and do in BDSM. This is the case here, from my friend Dom Lucas Ares de BH. So I decided to reproduce on my site, obviously placing here the original source for anyone who wants to check this site that I highly recommend. This post communicates with another one that I wrote in January of 2016, with the title "pendular games". For those who want to check, this post of mine continues in my blog.

 

http://kinky.com.br/todos/dominantes-como-meros-coadjuvantes/   

 

Dominantes como mero coadjuvantes 

março 17, 2017  - Dom Ares - BH

 

**Atenção**

Eu fiz este texto como uma reflexão mais pesada, portanto é pra incomodar.

 

Bom, eu tenho alguns amigos submissos, homens, mulheres, trans e etc. E eu sou Switcher (aquele tipo que se flexiona como Dominante ou submisso, tem um post meu aí pra trás que fala de Switcher).

 

Observando a dinâmicas das relações de Dominação e submissão atuais percebi algumas coisas interessantes. E infelizmente estas coisas interessantes não são lá muito positivas.

 

O BDSM virou mainstream com 50 tons de cinza. Foi bom, trouxe novatos, curiosos e muitas pessoas interessantes. Eu encaro mesmo o 50 tons de cinza como aquele start pra mostrar que o BDSM existe, o que veio a partir daí é que foi problema.

Para mim, BDSM é autoconhecimento, autodescoberta, vc encontra o que te dá prazer e aprende aquilo, na teoria é bem simples, mas na prática a coisa complica um pouco.

Funciona assim:

– Você descobre que gosta de spanking.

– Aí você lê sobre spanking.

– Lê sobre spanking até chegar em um nível que acha satisfatório, ou pelo menos te dê coragem para dar um primeiro passo.

– Olha pro seu parceiro atual e pensa em como ter essa experiência.

– Escolhe um jeito de abordar, sutil e tenta.

– Se não deu certo com o seu parceiro, você procura outro parceiro.

– Escolhe um jeito de abordar, sutil e tenta.

E repete até conseguir.

Simples? Pra spanking sim, mas uma prática isolada não é BDSM…

 

O BDSM exige uma relação, ou mesmo uma situação em que haja um dominante e um submisso pelo menos. E mais do que isso, o BDSM exige entrega do submisso ao dominante. Só que o submisso só se entrega para quem acha que merece, e aí é que a coisa complica.

O que vejo hoje em dia é mais ou menos isso: o homem correndo atrás da mulher.

É um instinto básico do ser humano, o homem é o caçador, e a mulher é a caça.

E não há feminismo que mude isso. Pelo menos não no meio BDSM do dia a dia.

 

Comumente os submissos abordam inúmeras Dommes no dia a dia. As Dommes se acomodaram e se acostumaram a isso. É fácil de provar, crie um perfil BDSM feminino, independente do seu papel, vários homens vão te abordar, independente do papel deles.

“Ah, mas eu me sinto valorizada tendo todos esses homens, capachos e trouxas disponíveis a me servir”.

Mas será que é isso mesmo?

Normalmente um homem busca um parceiro (a) para atender necessidades fisiológicas e instintivas, ele quer gozar. Alguns ainda querem ser comidos, inversão.

Os “dominadores”, já buscam de forma mais direta um pouco, alguém que os satisfaça, eles procuram uma “submissa”, mas não querem uma SUBMISSA, querem apenas gozar, e alguns ainda querem ser comidos, inversão.

Se alguém quer te usar para o seu próprio prazer, você só tem valor enquanto puder manter esta promessa de prazer.

 

A coisa está tão avacalhada, que as pessoas não entendem bem o papel do Dominante, e é bem simples. O Dominante, domina!

 

Basicamente, o Dominante é aquela pessoa que tem necessidade de realizar suas fantasias, normalmente infligindo práticas e normas sobre outras. O Dominante USA o outro em seu próprio prazer levando o outro a querer aquilo que ele quer, não importa o que seja.

Sério… não importa mesmo o que seja…

Seja forçando o submisso dar a ele orgasmos, seja forçando o submisso a aguentar dor, seja forçando o submisso a dar a ele dinheiro ou bens materiais.

Em via de regra, um dominante que sabe o que faz, consegue tudo de seu submisso.

 

“Nossa… Eu quero ser assim… Quero ser foda e ter pessoas rastejando por mim, fazendo o que eu mandar sem pestanejar”.

 

Ok, mas você está preparado?

 

Às vezes é meio chato, normalmente é trabalhoso, e sempre requer responsabilidade.

Chato porque necessita de se fazer ajustes sempre, é nos detalhes que você faz com que um submisso realmente seja seu.

É trabalhoso porque necessita encontrar alguém compatível com o que você quer, e necessita que você esteja alerta sempre, pra si mesmo e pro submisso.

Responsabilidade, porque já dizia o Tio Ben: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. É comum, infelizmente, os “dominantes” mandar submissos fazerem algo que não é bom pra eles, e o submisso faz, se frustra, ou se machuca, e isso quebra a confiança, cumplicidade, etc.

 

É meio complicado isso tudo, até porque você tem que delimitar claramente para si, até onde você vai e em que áreas da vida do submisso ele pode te ter para conversar e aconselhar, mas terá que tomar as próprias decisões.

Você NUNCA deve tomar todas as decisões. Uma pessoa dependente de você pra se decidir, é receita pra infelicidade dos dois. Porque tomar TODAS as decisões cansa.

 

Digamos que mesmo assim você ainda quer dominar.

Dominar é envolver o submisso tão fundo nas próprias fantasias, que para ele, vai parecer que ele não tem escolha a não ser te servir. Que se ele não fizer como você quer, ele vai perder a maior e melhor oportunidade DA VIDA dele de ser feliz. E aí conduzi-lo a realizar todas as suas fantasias.

 

E ele vai ser feliz assim. Garantia total ou seu dinheiro de volta.

 

Para envolver o submisso nas próprias fantasias, o que você tem que fazer é: ser ativo e perverso.

Vou citar um exemplo de uma Domme amiga minha.

Ela era uma pessoa que se conhecia muito bem, sabia do que gostava e não tinha medo de suas perversões. Ela realmente morria de tesão em feminização e inversão, e nunca fez isso porque somente o submisso queria.

Funcionava assim:

Ela estava presente em algumas redes sociais, em chats convencionais e sempre aberta a falar besteira, até mesmo escutar caso algum amigo ou conhecido falasse de bdsm, inversão, feminização ou qualquer coisa próxima. Ela escolhia quem ela queria e como ela queria. O perfil normalmente era de homens com aparência máscula e que mesmo curtindo feminização não fossem afeminados. Gostava muito de conversar e eventualmente enviava vídeos e fotos que ela encontrava enquanto consumia pornografia, para ver a reação do submisso e também entender o que ele procurava. Quando encontrava algo próximo ao que queria, ela direcionava o submisso para poder dar prazer a ela. Normalmente com tarefas e até coisas simples, mas pervertidas, que se entranhavam no dia do submisso e tomavam parte de sua concentração.

– “Todos os dias você vai cumprir uma tarefa pra mim, quero uma foto, tal horário todos os dias, fazendo tal coisa.”

Desta forma ela já deixava claro que a submissão era diária, não esporádica.

– “Não, hoje você não vai usar plug, só quando eu quiser”

Ela deixava claro que as coisas aconteciam quando ela queria, mesmo que ela quisesse que o submisso usasse o plug, pq quer comer ele muito, ela o fazia usar em outra hora sob outra circunstância, definida por ela.

– “Todas as segundas feiras você vai usar plug e calcinha rosa, por quanto tempo acha que consegue usar os dois durante o dia?”

Ela coloca uma obrigação ao submisso, que normalmente não é discutida, e o submisso foca somente em como obedecer. Ele dá o prazo e se torna refém daquilo. Ela pede foto com o plug no horário determinado e sem plug no horário determinado. As vezes faz usar mais calcinha naquele dia, só para mostrar que ela pode mudar as regras. E a frequência semanal, dá uma sensação inconsciente de que a relação vai durar.

 

– “Eu quero uma submissA bem putinha, que gosta muito de dar. Mas quero saber, você se vê mais como uma putinha ou com uma moça de família mais tranquila?”

O submissO, nem percebeu, mas aqui ela tirou a escolha dele de não ser a fêmea da relação, só fez com que ele ficasse com vontade de ser a submissA putinha.

 

– “Não quero você se masturbando sem a minha permissão. Eu sempre sonhei com uma submissA que ficasse com o grelinho trançadinho em um cinto de castidade, poderia brincar muito com ela, e ela ia gozar muito comigo quando e como eu deixasse. Mas se você assumir o compromisso de não se masturbar, acho que fica bom também, o que acha?”

O submisso fica com aquilo na cabeça, se é iniciante, normalmente aceita o compromisso de não se masturbar, mas fica com a ideia do cinto de castidade na cabeça. Ele é submisso, ele quer ser dominado, e a promessa de só gozar com sua Dona, é muito tentadora, pois ele acha que vai ter mais prazer, e mais encontros com ela dessa forma.

 

Ela não tinha ideia de que tem técnica pra tudo isso, muito menos que tem nome e que inclui psicologia e marketing, mas instintivamente ela fazia e funcionava.

 

Tem muitas outras coisas que já vi ela fazendo, bem como outros Dominantes homens e mulheres.

 

Deu pra ter umas ideias, aposto!?

 

Mas o principal aqui é: O Dominante escolhe o seu submisso. Pavimenta o caminho de seu submisso. Ele é ativo, ele dá tarefas que o conduzam para o que ele quer. E ele sabe manter distância também, para ver o submisso sentir falta. As vezes até a ausência de tarefas, mas sessões ótimas podem ser uma boa estratégia.

 

A única regra, é que o Dominante tem que ser ativo, se ele apenas reagir aos pedidos do submisso, rapidamente o submisso se cansa.

 

E se você é Dominante e quer ter o submisso dos sonhos, vá atrás dele. Ofereça boa conversa, ofereça perversão, conte histórias que possam seduzi-lo, compartilhe pornografia, e plante uma promessa factível.

 

Adendo

“Encontrar alguém compatível” é parte chave, não se faz farinha de pão triturando pedra.

 

Se você gosta de spanking, precisa de alguém que pelo menos tenha curiosidade. E mesmo que você ache aquela pessoa de corpo maravilhoso, que te dê um tesão visual enorme, cuidado para não se deixar seduzir demais, é você que manda, portanto não prometa demais, não se sujeite a coisas que não te fazem bem e esteja ciente do que quer.

Já aconteceu comigo. Uma submissa com quem conversava e que eu tinha muito interesse, em algum momento, me disse: “Eu quero um Dono, não quero me encontrar pessoalmente sem pelo menos uma coleira de avaliação”. Eu não dei coleira, para mim não funciona assim. Ela encontrou alguém que deu coleira antes de se encontrar pessoalmente. Ela teve uma sessão com essa pessoa, e 1 mês depois voltou dizendo que até hoje não se sentiu realmente dominada.

E uma outra vez eu disse: “Eu procuro uma boa conversa, e uma coisa mais leve, uma sessão apenas e se for bom uma segunda”. É bem realista, bem sincero, e bem leve. É sempre assim, se for bom continua, se não for pára. Com qualquer pessoa que se conhece rs. Ela disse que não, que queria algo sério. Eu disse “ok”. E algum tempo depois ela volta dizendo que perdeu tempo, enquanto ela se guardava para a pessoa certa, para ter algo sério, ela deixou de conhecer pessoas interessantes e de quem sabe estar em um relacionamento como o que ela queria.

 

Se você souber exatamente o que quer e pra onde vai, toda pedra no caminho se torna uma pedra a mais no seu castelo.

 

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Masters as mere partners.  March 17, 2017 - Master Ares **Attention** I made this text as a heavier reflection, so it's to bother. Well, I have some submissive friends, men, women, trans, and so on. And I'm Switcher (that guy who flexes like Dominant or submissive, there's a post of mine back there that talks about Switcher). Looking at the dynamics of current domination and submission relations, I noticed some interesting things. And unfortunately these interesting things are not very positive there. BDSM turned mainstream with 50 shades of gray. It was good, it brought in newbies, inquisitive people and lots of interesting people. I even look at the 50 shades of gray like that start to show that BDSM exists, what came from that is that it was a problem. For me, BDSM is self-knowledge, self-discovery, you find what gives you pleasure and learn that, in theory it's very simple, but in practice it complicates things a bit. It works like this: - You find out you like spanking. - Then you read about spanking. - Read over spanking until you reach a level you find satisfactory, or at least give you the courage to take a first step. - Look at your current partner and think about how to have that experience. - Choose a way to approach, subtle and try. - If it did not work out with your partner, you are looking for another partner. - Choose a way to approach, subtle and try. And repeat until you get it. Simple? For spanking yes, but an isolated practice is not BDSM ...

 

BDSM requires a relationship, or even a situation in which there is a dominant and a submissive at least. And more than that, BDSM requires submission from the submissive to the dominant. But the submissive only surrenders to whoever he thinks he deserves, and then it complicates things. What I see today is more or less this: the man running after the woman. It is a basic instinct of the human being, the man is the hunter, and the woman is the hunter. And there is no feminism that will change that. At least not in BDSM mean from day to day. Usually the submissive approach innumerable Dommes day by day. Dommes settled in and got used to it. It's easy to prove, create a female BDSM profile, regardless of your role, several men will approach you, regardless of their role. "Ah, but I feel valued having all these men, mats and bundles available to serve me." Is it really that? Usually a man seeks a partner to meet physiological and instinctive needs, he wants to enjoy. Some still want to be eaten, inversion. The "dominators" are already looking for a little more direct, someone who satisfies them, they seek a "submissive", but do not want a SUBMISSION, they just want to enjoy, and some still want to be eaten, inversion. If someone wants to use you for your own pleasure, you only have value as long as you can keep this promise of pleasure. The thing is so greasy, that people do not quite understand the role of the Dominant, and it's very simple. The Dominant ( master/top), dominates!

 

Basically, the Dominant is that person who needs to realize their fantasies, usually inflicting practices and norms on others. Dominant dominates the other in his own pleasure, leading the other to want what he wants, no matter what. Seriously ... no matter what it is ... Whether it is forcing the submissive to give him orgasms, whether it is forcing the submissive to bear pain, or forcing the submissive to give him money or material possessions. As a rule, a dominant who knows what he does, gets everything from his submissive. "Wow ... I want to be like this ... I want to be fucking and have people crawl for me, doing what I say without blinking." Okay, but are you prepared? Sometimes it's kind of boring, it's usually laborious, and it always takes responsibility. Boring because you need to always make adjustments, it's in the details that you make a submissive really yours. It is laborious because you need to find someone compatible with what you want, and you need to be alert to yourself and to the submissive. Responsibility, because Uncle Ben said: "With great powers come great responsibilities." It is common, unfortunately, for the "dominants" to send submissives to do something that is not good for them, and the submissive does, frustrates, or hurts, and this breaks trust, complicity, etc. It's kind of complicated, even because you have to clearly delineate yourself, how far you go and in what areas of the submissive's life he can have you to talk and advise, but you have to make your own decisions. You should NEVER make all the decisions. A person dependent on you to decide is a recipe for their unhappiness. Because taking ALL decisions tires. Let's say you still want to dominate anyway. To dominate is to involve the submissive so deep in his own fantasies that for him it will seem that he has no choice but to serve you. That if he does not do as you want, he will miss the greatest and best opportunity of his life to be happy. And then lead you to realize all your fantasies. And he'll be happy like that. Full guarantee or your money back. To engage the submissive in one's own fantasies, what you have to do is: be active and perverse. Let me cite an example of a Domme friend of mine. She was a person who knew herself well, knew what she liked, and was not afraid of her perversions. She really was dying of femininity and inversion, and she never did it because only the submissive wanted.

 

t worked like this: She was present in some social networks, in conventional chat rooms and always open to talk nonsense, even listen if any friend or acquaintance spoke of bdsm, inversion, feminization or anything close. She chose who she wanted and how she wanted it. The profile was usually of men with masculine appearance and that even enjoying feminization were not effeminate. She enjoyed chatting and eventually sending videos and pictures she encountered while using pornography to see the submissive's reaction and also understand what he was looking for. When she found something close to what she wanted, she would direct the submissive to give her pleasure. Usually with tasks and even simple, but perverted, things that went down in the day of the submissive and were part of his concentration. - "Every day you will fulfill a task for me, I want a photo, such a schedule every day, doing such thing." In this way she already made it clear that the submission was daily, not sporadic. - "No, today you will not use a plug, only when I want to" She made it clear that things happened when she wanted to, even if she wanted the submissive to use the plug, because she wanted to eat him a lot, she made him use it at another time under another circumstance, which she defined. "Every Monday you're going to wear a pink panties and a pair of socks, how long do you think you can use them both during the day?" It places an obligation on the submissive, which is usually not discussed, and the submissive focuses only on how to obey. He gives the deadline and becomes a hostage of it. It asks for a photo with the plug at the specified time and without a plug at the specified time. Sometimes she does more panties that day, just to show that she can change the rules. And the weekly frequency, gives an unconscious feeling that the relationship will last. - "I want a good little slut who likes to give. But I want to know, do you see yourself more like a slut or a quieter family girl? " The submissive did not even notice, but here she took his choice of not being the female of the relationship, only made him want to be the submissive bitch. "I do not want you masturbating without my permission. I always dreamed of a submission that would hold the little braid in a chastity belt, could play with it a lot, and she would enjoy it a lot with me when and how I left. But if you make a commitment not to masturbate, I think it's good too, what do you think? " The submissive gets it in his head, if he is a beginner, he usually accepts a commitment not to masturbate, but he gets the idea of ​​a chastity belt on his head. He is submissive, he wants to be dominated, and the promise of only to enjoy with his Owner, is very tempting, because he thinks he will have more pleasure, and more meetings with her in that way. She had no idea that she has technique for all this, much less that it has a name and that includes psychology and marketing, but instinctively it did and it worked. There are many other things I have seen her doing, as well as other dominant men and women. I could have some ideas, I bet !?

 

But the main thing here is: The Dominant chooses your submissive. Pave the path of your submissive. He is active, he gives tasks that lead him to what he wants. And he knows to keep his distance too, to see the submissive feel lacking. Sometimes even the absence of tasks, but great sessions can be a good strategy. The only rule, is that the Dominant has to be active, if he only react to the submissions of the submissive, quickly the submissive gets tired. And if you are Dominant and want to have the dream submissive, go after him. Offer good talk, offer perversion, tell stories that might seduce you, share pornography, and make a promise that you can. Addendum "Finding someone compatible" is a key part, you do not make bread crumbs. If you like spanking, you need someone who is at least curious. And even if you find that person with a wonderful body, who gives you an enormous visual thirst, be careful not to be seduced too much, you are the boss, so do not promise too much, do not submit to things that do not do you good and be aware of what you want. It's happened to me. A submissive with whom I was talking and who was very interested, at some point, told me: "I want an owner, I do not want to meet in person without at least one evaluation leash". I did not give a leash, it does not work for me. She found someone who had hitched a collar before meeting in person. She had a session with this person, and 1 month later she returned saying that until today she did not really feel dominated. And another time I said, "I look for a good conversation, and a lighter thing, a session only and if it's a good one." It is very realistic, very sincere, and very light. It is always so, if it is good it continues, if it is not stop. With anyone you know yourself. She said no, she wanted something serious. I said ok. And some time later she comes back saying that she lost time, while she kept herself to the right person, to have something serious, she stopped meeting interesting people and who knows how to be in a relationship like what she wanted.

 

If you know exactly what you want and where you are going, every stone in the path becomes an extra stone in your castle.

 

 

 

 

 

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