olhar do um interno sobre o 2o. Camp

June 20, 2016

Entre nossos talentosos e inteligentes subs, temos alguns com muita habilidade para escrever, o numero 12 era um deles.  Se vc nao pode vir ao camp por algum motivo e quiser ver o camp pelo olhar desse sub, super recomendo a leitura.  Imaginem, delirem, sim o 2 Camp foi show!

 

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Relato do Camp - Interno 12

 

Bom primeiro gostaria de agradecer a fantástica experiência que tive o prazer de vivenciar durante os dias 13 a 15 de maio.

Relato Sexta-feira – Parte Um

 

Desci do Uber no portão da casa perto das 16:00, um nervosismo colossal em que eu estava com dúvidas entre embarcar de volta no Uber e ir o mais rápido de SP, ou apertar o interfone. Escolhi a segunda opção e esperei. Olho para traz e vejo o Uber fazendo a volta naquela estrada de terra, enquanto as frases similares a "calma, calma, está tudo bem." circulam pela minha mente. Aperto novamente o interfone enquanto vejo o Uber desaparecer na primeira curva. Sento no muro, e com o celular na mão, tento ligar para o Dom Barbudo, até pouco tempo atrás estávamos conversando. Ele não atende. Decido mandar um what’s avisando que estou no portão da casa. Aperto o interfone novamente, e nada.

 

Bom o interfone só pode não estar funcionando. Vou para a cerca e tento chamar a atenção do pessoal que está passando pelo corredor. Nenhum deles me escuta, grito, esperneio, bato palmas, e nada. A janela que dá para a playroom começa a abrir com o vento, eu penso, agora quem sabe eles vão me ver logo que estou na frente, chamo novamente, porém alguém que estava com uma balaclava simplesmente chega na janela, olha para mim e enquanto aponto para o portão, fecha a janela.

 

Uma mistura de raiva com decepção aparecem no lugar do que antes era medo e apreensão. "Slowly and steady, T, slowly and steady" escuto Michael(GTA V) falar. Pego minhas mochilas e encosto elas na cerca. De costas para a cerca pego meu caderno e ocupo meu cérebro com assuntos diversos enquanto caminho de um lado para outro, anotando algumas soluções para problemas anteriores e refazendo algumas das ideias que se perderam com o tempo. Tento ligar para o Dom Barbudo mais duas vezes sem sucesso. Nisso um carro surge na estrada, respiro aliviado pois provavelmente é alguém da staff chegando. O carro passa pelo portão, passa por mim e desaparece no final da estrada. Espero mais alguns minutos vejo mais algumas pessoas subindo pelas escadas e passando no corredor. "to the heck with it" foi a frase que surgiu. Irritado, pego o celular, tento abrir o Google, sem conexão com a rede.

 

"Bosta, precisava ser agora?", controlo a vontade de jogar o celular sobre a cerca em direção a janela de vidro do segundo andar provavelmente espatifando ambos. Volto para o portão, desta vez mantenho o botão do interfone pressionado por mais tempo, nada. Olho para o céu enquanto este começa a ameaçar chuva. "Bom não custa tentar" enquanto tento forçar a porta do portão, utilizando as unhas, consigo deslocar o portão para o lado, pego de volta minhas mochilas, sem me dar ao trabalho de colocar elas nas costas. Fecho o portão atrás de mim e desço a rampa. Chego na porta, pelos vidros vejo alguém passar para baixo, provavelmente Calvin, com os nós dos dedos, bato na porta e espero. E nada acontece novamente. Viro de costas para a porta, respirando fundo tentando ficar calmo, e bato novamente na porta mais forte desta vez. Ninguém. Passo os próximos minutos falando os 15 primeiros palavrões que chegaram, seja em português, inglês, italiano ou francês.

"Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar" penso enquanto giro a maçaneta da porta, que acaba por abrir revelando um atrio vazio e um silencio nada confortavel. Coloco minhas mochilas para dentro, fecho a porta atrás de mim. Deixo as mochilas do lado da porta, enquanto sigo a esquerda. Ninguém na sala. Escuto vozes no andar de baixo enquanto desço pelas escadas. Não demora muito e vejo uma mesa com 3 internos (7, 9 e 16) e nenhum deles eu reconheço como dominador listado como staff. Brincando eu falo "acho que está faltando uma recepcionista lá em cima...".

 

Olho para o lado e vejo as mochilas e malas dos internos, subo as escadas, indo pegar minhas mochilas, colocando-as do lado da escada. Um deles pergunta se eu acabei de chegar, eu respondo que sim. Acho que você fala com o Moreno então, ele está na cozinha disse apontando para a porta ao meu lado. Sigo por ela e acabo ficando surpreso. O moreno, na cozinha apenas de avental e jockstrap, de costas para mim. Controlo a violenta vontade de dar um tapa naquela bunda grande que estava totalmente exposta na minha frente.

 

Moreno - eu chamo - acabei de chegar...

 

Como? - Ele perguntou, visivelmente confuso.

 

Eu cheguei agora. - Respondo apontando para a escada

 

Certo, aguarda lá naquela mesa e eu vou avisar que os mestres que você chegou. -- fala o Moreno enquanto sobe as escadas.

 

Enquanto vou para a mesa, as imagens do moreno de jockstrap ficam na minha cabeça. Sento em uma das cadeiras, do lado do 16. Algumas perguntas são feitas, explico a situação de como cheguei aqui e eles de a quanto tempo estão aqui. Após algum tempo escutamos alguns passos na escada e aparece o Moreno seguido de alguém (Calvin) em uma roupa de couro, calça, jaqueta, camisa e gravata, alem de um modelo extremamente diferente de botas.

 

O tempo para por alguns segundos enquanto eu penso no quão gato ele é. Calvin segue até uma mesa, pegando uma prancheta e uma caneta, e praticamente joga na minha frente dizendo "preenche" de forma autoritária. Com ele de costas pra mim, só consigo pensar no quanto a bunda dele é gostosa. Com o nervosismo duplicando de tamanho a cada segundo, acabo por preencher os espaços em branco do formulário sem ao menos ler o que os parágrafos estão dizendo. Porem um último item não havia uma linha pontilhada, o campo da assinatura. Calvin pega a prancheta e imediatamente a joga de volta, dizendo "assina, isso vai servir para que sem assinatura". Após algum tempo, ele pergunta "você já pagou a segunda parcela?", aceno que não enquanto pego o dinheiro em um dos bolsos da jaqueta. Calvin então se dirige aos internos, eu quero que vocês esvaziem os bolsos nas suas coisas. Enquanto ele sobe as escadas, um sorriso aparece no meu rosto com a visão.

 

Dou duas batidas com um do dedos na minha têmpora direita para tirar o pensamento da cabeça vou a cozinha e pedir um gole de água ao moreno logo que minha garganta está seca logo que faz algumas horas desde que comi algo. Coloco meu celular, documentos, a jaqueta e o blusão dentro de uma das mochilas, ficando apenas de camisa. Tanto o 9 quanto o 7 continuam conversando. Começo a ignorar a conversa e levo meu pensamento para longe, uma viagem relativamente curta pois em menos de minutos o 9 fala pra mim. "Não adianta rezar". Tento explicar que nem perto eu estava. Mais alguns momentos e Calvin novamente aparece, falando para todos tirarem das mochilas roupa de cama, roupa para frio, e chinelos.

 

Após o Calvin voltar para cima, o Moreno aparece com uma caixa de biz, sentado na escada comendo um por um. Penso os outros que fiquem com vontade, eu não vou cair nessa. Mais dois internos chegam, o 10 e o 14. Eles sentam a minha direita. Começo a falar com o 10.

 

Chega a minha vez de ir separar o que precisava, porem uma das minhas mochilas possui 3 lacres que impedem o acesso. Devido ao tom das últimas interações, decido ficar em silencio a respeito disso e resolver por mim mesmo. Após alguns minutos, Calvin pergunta "por que você está demorando tanto?" e respondo que preciso de uma tesoura pra cortar os lacres. Qual é o teu número? após minha resposta "12, você está muito desorganizado." nos meus pensamentos "faltou um manual de instrução aqui". Afasto a ideia e volto para a mesa, um a um os internos vão sendo chamados, primeiro o 7, depois o 9, 16, 14 e 10. Por último sobrando apenas eu.

 

Sozinho no refeitório me sinto mais confortável, podendo me desconcentrar da situação atual e jogar meus pensamentos para o outro lado do mundo. Peguei o celular, 17:45.

 

O tempo passou e quando vi o Calvin descendo mais uma vez pelas escadas, a palavra "fodeu" quase saiu em voz alta, levantei e me dirigi as mochilas, colocando uma em cada ombro e segurando os cobertores e o travesseiro nas mãos. Subindo as escadas fui contando os degraus, a quantidade de portas, o tamanho dos cômodos e a localização.

 

Entramos em uma sala que tinha umas 15 pessoas dentro, algumas reconheci logo de cara, outras não. Meus olhos percorreram a sala inteira, notando os equipamentos, as roupas até eu sentir os meus nervos nas costas retesarem enquanto caminhava pela sala e deixava minhas coisas em um dos cantos. Fui orientado a ficar de frente para a lareira, enquanto era revistado um chicote estalava nas costas de quem estava me revistando. Por instinto, fechei os olhos durante a revista, a excitação foi breve logo que demorou pouquíssimo tempo.

 

Fui direcionado a uma coluna de suporte, e a partir de então meu nervosismo explodiu, levando com ele minha capacidade de prestar atenção em qualquer coisa, a única coisa que meu cérebro registrou antes de entrar no automático foi Marck Ulrich.

 

Até hoje, semanas após os acontecimentos, eu não sei o que foi perguntado e principalmente o que eu respondi. De um período de cerca de 15 minutos, eu tenho flashes que juntos não chegam a 40 segundos.

 

Ao subir as escadas e entrar no quarto, foi oferecido um lanche que eu neguei, mas apenas quando o Zelluk perguntou se eu tinha certeza, eu me perguntei “certeza do que?” que meus pensamentos começaram a voltar ao normalizar e aceitei o lanche. Notei que estava com uma corrente ao redor do pescoço, sem a mínima ideia de como ela chegou lá. No quarto havia dois beliches com ambas as camas inferiores já ocupadas, o 9 ocupava uma, o 1 ocupava outra. Comecei a arrumar uma das camas superiores, enquanto conversava com ambos, notei que o 1 era bastante quieto e o 9 falava pelos cotovelos. Ambos eram encantadores, mas resolvi não ficar prestando atenção. Subi na cama, visivelmente cansado devido as horas de voo, ônibus e carro que tinham sido desde o início do dia. Lembro do 9 ter perguntado que horas eram, e respondi com uma estimativa entre as 18:00 e 19:30.

 

Comecei a me cobrir com os cobertores, quando a porta do quarto é escancarada e alguns mestres se encontram no corredor. "vocês estão achando que isso aqui é hotel? - Diz Brenno Furrier com a Mascara de Gás na testa -- Quando os mestres aparecerem quero vocês de pé." Salto do beliche aterrissando de meia num chão de madeira perdendo o equilibrio por alguns instantes o equilíbrio. O tempo vai passando até que somos chamados no corredor. A porta do quarto é aberta mais algumas vezes porem na última vez, nos chamam para fora do quarto em fila descemos as escadas do andar dos internos.

 

No andar de baixo, somos ordenados a sentar no chão, em ordem. O mestre Guto Lemos começa a leitura das regras do camp, após a leitura das regras, eu penso "bom agora eles vão começar a chamar provavelmente pelo um"... Escuto o mestre Brenno conversando com o mestre Guto. "Você não quer fazer isso?" -- Disse o Mestre Brenno apontando para algumas folhas coladas na parede do banheiro. Então, sem aviso algum "Doze" - escuto o Mestre Guto chamar olhando para mim. Se eu pudesse ter visto os meus nervos naquela hora, eu diria que todos eles travaram ao mesmo tempo por 5 segundos. "step out of it" a frase que invade meus pensamentos na hora, levanto e me dirijo ao mestre Guto.

Sessão com o Mestre Guto Lemos

Ao me aproximar percebo que ele tem algumas folhas na mão na primeira consta meus dados pessoais, na segunda consta os meus fetiches (a lista é longa ou curta, dependendo do approach). Ele me pergunta qual destes (indicando) eu mais me interesso, enquanto olho para a folha o tempo desacelera, começo a avaliar cada um dos itens que havia marcado anteriormente e como cada um desses vai impactar. Um, dois, três segundos antes de eu decidir pegar os leves (Privação dos Sentidos, Bondage, Tapas, Mascaras, Electro) esperando escapar despercebido a restrição em saco de couro que estava no final da lista.

 

Mestre Guto então me leva para perto dos beliches que continham os equipamentos, pega uma máscara de couro e pergunta “já experimentou uma dessas?”, respondo que uma parecida sim e ele começa a desamarrar a parte de trás, porem está se encontra cheia de nós e ele me diz para ir desfazendo os nós. Deixo as mãos desfazendo os nós no automático enquanto olho ao meu redor, um saco de couro chama minha atenção atrás de mim, mas passo a olhar os outros internos, cada um sendo amarrado de uma maneira diferente.

 

Nem percebo que terminei de desfazer os nós até o mestre Guto remover a máscara da minha mão e começar a abrir ela. “humm acho que vamos fazer isso então” fala o mestre Guto segurando algo. Com o canto do olho vejo o que o mestre Guto está tocando. O saco de couro que estava atrás de mim. Na minha mente deu um branco geral, olhei com uma mistura de medo e tesão, mais medo que tesão.

 

Enquanto removia o uniforme do camp, e deixava ele encostado em uma das beliches. Escuto o mestre Guto falar, “Yuri, busca uma cadeira para mim.” Alguns minutos depois o Yuri retorna com uma cadeira de praia, mestre Guto me ordena sentar, e em poucos instantes a máscara vem sobre minha cabeça. Do lado de fora eu tentava manter a calma, do lado de dentro eu estava arrancando os cabelos, e mais dentro ainda eu procurava as instruções de como conseguir um mínimo de espaço para poder se soltar de um saco de couro apesar de não encontrar nenhuma instrução de como sair, apenas como prender.

 

Logo veio a mordaça da máscara afivelada na parte de traz da cabeça. O cheiro do couro começou a invadir minha respiração e comecei a sentir um tesão descontrolável. Escuto o saco de couro ser aberto no meu lado, e ser colocado nos meus pés. O Mestre Guto então pegou um dos meus pés e deslocou para dentro. Eu como já tinha o manual na mão, levantei o outro pé e coloquei ao lado do outro. Provavelmente por ser algo inesperado. Mestre Guto pediu para ficar em pé, e eu senti o saco de couro envolvendo minhas pernas, torso e braços. Meus braços ainda possuíam movimentação pois o modelo era como uma camisa de força e saco de couro junto. Quando escutei o zíper subindo dos pés para cima foi o momento que percebi que não iria sair tão cedo.

 

Os braços foram cruzados e presos nas costas. Enquanto os cordões eram afivelados, alguém me segurava para não cair, porem cada vez mais eu estava inclinando e meu instinto me fez eu forçar um dos tornozelos para compensar de forma dolorosa. Isso durou pouco tempo e quando percebi, estava de costas no chão. Gritos e gemidos ecoavam pela sala.

 

Então fui virado de lado, o zíper na parte de trás foi aberto e senti um massageador de próstata sendo inserido. Gemi um pouco com a surpresa inexperada. O zíper foi fechado e a parte da frente foi aberta, expondo para fora meu pau excitado e minhas bolas. Alguns segundos ou minutos se passaram até meu pau e minhas bolas serem forçadas por um orifício. Textura de acrílico, fiquei em duvida do que era, pesquisei então por todos os produtos feitos de acrílico. A lista foi muito curta. Cinto de castidade não era alem de não ter utilidade nessa situação. Não demorou muito para mim descobrir o que era. Um ballcrusher. Na minha cabeça frases começaram a aparecer uma em sequência da outra antes da primeira dor me pegar desprevenido.

 

Os parafusos começaram a ser apertados, prendendo e comprimindo minhas bolas entre as duas placas de acrílico.  A dor começou a crescer, porém não era no mesmo local, logo que a evolução tratou de fazer as bolas usarem os mesmos receptores de dor dos rins. Enquanto ambas eram apertadas os rins doíam. Cada vez mais, cada quarto de volta de ambos os parafusos fazendo a dor crescer de forma exponencial.

 

Mas o traidor do meu pau, mais duro impossível (ou pelo menos era assim que eu sentia). Subitamente desejo sentir o contato de alguém, meu corpo apesar da dor deseja o mínimo que seja de contato e acabo por encontrar isso, sinto a máscara encostar em alguém, quem você vai me perguntar... eu não tenho a mínima ideia.

 

Da maneira com que me encontro, fica difícil saber o que está acontecendo ao meu redor, porem os gemidos de dor e prazer circulam no ar, alguns gritos, algumas chicotadas (varias) ecoavam pela sala. Sou arrancado do meu passeio pelos sons sala por mais uma volta no crusher. Me contorço no chão enquanto procuro uma posição que doa menos. Ao mesmo tempo que alguém massageava meu pau. Apesar da dor, percebo que estou gostando da situação. De forma súbita meu pau começou a pulsar na já conhecida sequência. Acabei por gozar, provavelmente muito.

 

Fiquei la parado, sentindo o calor de estar quase completamente envolto em couro, a temperatura, a minha respiração. Tudo pareceu parar no tempo. Até eu sentir a pressão diminuir nas minhas bolas e em pouco tempo o crusher ser removido.

 

Os segundos vão passando ate eu sentir uma lufada de ar invadir um dos lados do meu peito, alguém havia aberto um dos locais que dava acesso aos meus mamilos. Gelo. Sou pego de surpresa me contorço enquanto meus mamilos endurecem, ficando molhados. Sentindo a água escorrer para minhas costas quentes. Então tudo para, nenhum outro estimulo além dos sons dos chicotes e dos gemidos que ocorrem ao meu redor.

 

“Yuri, pega em um dos kits uma camisinha para mim” – Escuto o mestre Guto falar enquanto vários pontos de interrogação surgem na minha cabeça. Em poucos minutos Yuri volta e escuto o barulho de uma camisinha sendo aberta – “eu vou segurar aqui, enquanto você abre ela e coloca aqui” disse o Mestre Guto.

 

Eu pensei na frase 3 vezes antes de ter uma ideia do que viria a seguir, senti minhas bolas serem puxadas e a camisinha vir por cima delas, com uma pequena adição, dois eletrodos. Tentei identificar o tipo dos eletrodos para ter uma ideia do que viria a seguir e qual das caixas eles estavam usando. Erostek, Zeus, Mystim, fui passando caixa a caixa, eletrodo a eletrodo, nenhum deles tem um eletrodo tão pequeno. Eu fiquei gelado, é um tens…

 

Começou fraco, mas ao mesmo tempo intenso. Eu poderia discursar sobre a diferença entre as caixas de electro, mas vou apenas dizer os impulsos de uma máquina de tens são bem mais agudos do que as caixas de e-stim. Dava para sentir cada pico de eletricidade no pequeno circuito montado similar a coleira elétrica que experimentei no Domingo/Segunda a noite. Então o nível subiu rápido, diversas vezes, me fazendo gemer e urrar de dor em diferentes níveis.

 

De forma bruta a camisinha é arrancada, levando com ela os eletrodos. Logo em seguida a mordaça é removida, o Mestre Guto então me pergunta se está tudo bem, respondo que sim. A máscara começa a ser desamarrada e percebo que a sessão está chegando ao fim. Como uma criança que gostaria de ficar na cama mais um pouco, quase peço para ficar mais tempo assim, porem seguro a vontade de pedir principalmente por prudência e receio.

 

Fico em pé ainda preso dentro do saco, as fivelas que prendiam meus braços cruzados são desamarradas, Mestre guto então orienta o Yuri a passar os zipers para baixo, por baixo dos cordões. Yuri acaba por esquecer um na parte de cima, então aproveito o tempo extra para curtir um pouco a textura, do cheiro, da temperatura, antes que tudo termine apesar das lufadas de ar frio que agora entram por onde antes havia um zíper fechado. Chega a hora de sair, reluto em tomar uma decisão por alguns segundos, mas no final desloco meu ombro para traz, liberando espaço suficiente para que um dos meus braços saia para fora, seguido pelo resto do corpo de volta ao ar gelado da noite.

 

Começo a vestir o uniforme e ao mesmo tempo começo a prestar atenção no que ocorre ao meu redor, estou praticamente no centro da sala pois tem sessões acontecendo de ambos os lados. A minha esquerda havia dois sobre a cama sendo chicoteados, a minha direita estava ocorrendo uma cena perto da mesa de sinuca(bilhar). Começo a procurar por minha balaclava, porém não estava tendo muito sucesso logo que eu não havia removido ela e ela não estava nas minhas roupas. Começo a perceber que estou atrapalhando onde estou logo que quase fui atingido por uma chicotada (e quando digo quase, deu pra sentir o vento). Encontro ela em cima de um dos beliches, ao lado dos acessórios. Como tu foi parar ai, eu me pergunto. Pego ela e me desloco para o canto da sala (quem não ajuda não atrapalha).

 

Ainda estava com o cérebro ocupado sobre o que tinha acabado de acontecer, começando a digerir a sessão mas não estava prestando muita atenção ao redor, quando minha atenção é chamada para o mestre Marck Ulrich e o 14 com uma máscara de dog. Por um instante eu fico sem saber o que fazer, situação nova para mim. Olho para o mestre e pergunto “posso mestre?” ele acena com a cabeça e com as mãos começo a fazer carinho, mexendo na máscara de latex e nas costas do 14. Escuto então do Mestre Marck “abre a camisa”, com uma das mãos começo a acariciar a lateral da máscara, enquanto com a outra começo a desabotoar a minha camisa. Olho para o 01 que está de olho na cena se desenvolvendo aqui, mas da mesma forma que tudo começou rápido, tudo terminou rápido (Eu sei).  Volto a abotoar a camisa enquanto começo a perceber uma outra cena que passou totalmente despercebida.

 

Vejo o 02 numa camisa de força enquanto alguns dos mestres dizem que ele não quer sair apesar de tentar movimentar os braços. Uma pontada de inveja acaba por me atingir, logo que uma cena assim sempre foi algo que permeou meus sonhos.

 

Percebo o mestre Brenno Furrier olhando para mim, um grito percorre meu cérebro em urgência, “troca o modoooo!!!”. Ele percebeu? Eu me pergunto – não? Sim? Não? Sim? Enquanto ele caminha na minha direção, fecho os olhos, mudo minha postura e tento adotar um olhar mais submisso e não tão inquisitivo / dominador quanto a alguns minutos. Três passos, fecho os olhos, dois passos, abro os olhos por alguns segundos ele não muda de direção, “relaxa” eu digo pra mim mesmo. Um passo, “isso vai dar merda”.  Ele começa a esticar a mão na minha direção enquanto eu sinto um a um a tensão atingir meus nervos.

 

-- “quem é você que já terminou – diz o mestre brenno enquanto abaixa minha balaclava vendo meu rosto – ah o gaúcho.” Diz, soltando a balaclava de volta no lugar.

 

Enquanto ele vira de costas pra mim, eu respiro aliviado, ele não percebeu.

 

Continuo a olhar as cenas que se desenvolvem, mas uma a uma elas vão terminando. E um a um os internos vão voltando ao lugar. Somos colocados em fila e as correntes em nossos pescoços são ligadas uma nas outras, dando pouca margem para movimentação. Começamos a nos movimentar em direção as escadas. Passos pequenos para descer as escadas. Uma viagem lenta logo que eram vários lances de escada. Chegamos finalmente ao refeitório.

 

Jantar e Final da Sexta feira

 

O moreno então nos serviu em cada bandeja com uma maçã, um pouco sopa e um pedaço de pão. Após todos estarem sentados, começamos a comer quase que em silencio. Comecei pela maça, pelo pão e fui pescando as massas da sopa. Após terminar me sentei da forma mais confortável possível dada a situação e comecei a ignorar as conversas que estavam ocorrendo na mesa. Deixei minha mente passear pelas partes da casa que tinha visto, desde o local onde os mestres estavam jantando agora até os quartos dos internos. Estou revendo a sessão que acabei de ter com o mestre Guto porem minha imaginação é cortada de forma bruta com o 9 perguntando.

 

-- “Gabriel, você está meditando?”

 

-- “Não, não... Eu estava... difícil de explicar...” Repondo.

 

Começo a prestar atenção na conversa. Assuntos diversos, sobre as sessões, sobre outros assuntos... Após algum tempo nossa conversa é interrompida pelo Dom Barbudo, fazendo algumas perguntas sobre quem precisava ligar mais de uma vez para casa ou alguma outra necessidade.

Memória não necessária – Avançando.

Em fila, subimos as escadas do refeitório passando pelas mesas dos mestres. Notei algumas das comidas que estavam sobre a mesa, porem o momento foi breve e não consegui registrar os detalhes. Mais escadas e chegamos a playroom, porem a iluminação estava bem abaixo do que estava antes. Passamos ao lado da mesa de sinuca e sobre ela havia uma stockade (uma armação de metal, usada para manter o sub sem se movimentar e “de quatro”, em geral). Em fila, sentamos nos mesmos locais de algumas horas atrás.

 

Logo o Dom Barbudo começou a explicar o que iria acontecer. Alguma situação envolvendo doces que haviam sumido e que alguns dos staffs eram os culpados. Vi o Moreno retirando o avental e subindo em cima da mesa de sinuca enquanto o Dom Barbudo fechava as braçadeiras que prendiam as mãos, pescoço e tornozelos no lugar. Vi então ele pegar um chicote e aterrissar ele com força nas nádegas expostas do Moreno. Uma, duas, três vezes... Forte, mas já vi coisas muito piores.

 

“Tu não precisa ficar aqui.” escutei meu pensamento falar enquanto fechava os olhos e ignorava os sons.

 

Deixei minha mente solta pela casa enquanto a sessão de spanking continuava, atualizando a planta da casa, tamanhos dos cômodos, localização das escadas e portas, onde os mestres e os staffs iriam dormir. Mas apesar de meu pensamento estar ocupado, acabo por registrar algumas frases “Eu só vou parar Moreno porque senão o você vai acabar acordando o vizinho” disse o Dom Barbudo. “Se nós fazemos isso com alguém que está nos ajudando, imagina o que faríamos com quem não ajuda” disse o Mestre Brenno. Um a um o pessoal do que havia aprontado foi indo para cima da mesa de sinuca. “Pra quem não sabe o que é isso, se chama bastinado.” Alguma voz que não reconheci na hora.

 

Finalizado o spank, somos orientados a fazer fila e a corrente que está em nosso pescoço troca de lugar, indo para o tornozelo. Somos então direcionados de volta aos quartos e as portas praticamente “trancadas”.

 

A conversa rola solta no quarto durante um tempo, mas vejo o cansaço aparecer tanto no 9 quanto no 1. Enquanto o tempo vai passando, as luzes do quarto são desligadas e acabo por voltar a ver partes da sessão com o Mestre Guto.

 

Relato Camp – Sábado – Parte 2

 

Apesar do cansaço do 9, ele está decidido a ir encontrar os mestres durante a noite e tenta bolar uma estratégia para conseguir. Ele bate na porta e diz que quer ir no banheiro, o Marcelo então o acompanha ao banheiro. Aproveito o momento para conversar com o 1 na cama de baixo, ele parece estar com problemas logo que diz “não estou habituado a dormir com roupa” por segundos minha imaginação corre solta antes de eu oferecer se ele quer que eu deite com ele. Talvez isso o esquente mais. Ele responde que não a primeira vez e eu deixo o assunto por isso. Mais alguns minutos passam e eu escuto passos na escada, pensando bom o 9 deve estar voltando.

 

Desço do beliche e me sirvo um copo de água, então o 1 decide que quer tambem. Dou o meu copo para ele enquanto me sirvo com o dele. “Como o 9 tá demorando, ele foi fazer o banheiro?” penso, antes de subir no beliche pergunto novamente pro um “tu quer que eu suba ou tu quer que eu fique” e ele responde “não sei”. “Indeciso, tenta diferente” eu pensei enquanto falava “tu quer que eu deite com você?” e ele responde “sim”.

 

Era a resposta que eu queria e não demorou muito estavamos embaixo do cobertor aos beijos, abraços e mordidas. Não demorou muito e comecei a ficar excitado (bad advice) e o um percebeu isso. Eu senti a tensão da pele dele subir. Nessa hora o 9 volta e ao me ver agarrado no 1. Quando ele viu que quebrou o clima ele tenta falar “não se preocupem comigo, meninos”. Eu viro para o 1 e pergunto “tu quer que eu saia?” e ele responde “sim”. Então eu saio da cama do um e volto para cima do beliche.

 

Volto a pensar no que aconteceu nas ultimas horas, mas sou interrompido pelo 9 dizendo que queria ir encontrar os mestres, mas não queria ir sozinho. “Eu vou com você” eu digo. Quando o 9 levanta a corrente no tornozelo faz um barulho enorme. Eu tiro o mosquetão da minha e entrego ao 9 pra colocar na dele.

 

Sem o mosquetão na minha, no momento em que faço o primeiro passo, ela da um giro completo no tornozelo e por pouco não atinge o outro. “shit” enquanto enrolo a corrente e prendo ela dentro da meia. Saindo pela porta do quarto com o nove logo atras, o Marcelo vira aquela lanterna no meu rosto e pergunta o que eu estou fazendo. Digo que estou indo no banheiro enquanto fico no topo da escada esperando ele tirar o foco da lanterna do meu rosto.

 

“Que tal tu tirar essa luz do meu rosto?” eu reclamo visivelmente bravo enquanto tento descer as escadas sem ver os degraus, “eu tiro quando eu quiser” responde o Marcelo. “Mean” eu penso controlando a língua, após ele afastar a luz consigo enxergar onde se encontram as escadas.  Atrás de mim, o 9 ao invés de dizer que estava indo no banheiro também, diz que está indo visitar os mestres. “Puta merda, custava dizer que estava indo no banheiro?” eu penso.

 

Vou ao banheiro e ao sair, fico esperando por um tempo o 9, ver se ele consegue bolar uma desculpa melhor, não tenho vontade de subir as escadas, aqui a temperatura está mais quente do que no quarto. Vou para as portas que dão acesso a sacada e fico um tempo lá, olhando para fora. 5 minutos, 10 minutos, perdi a conta de quantos minutos apesar das beliches cheias de coisas, dou pouca importância a isso, o barulho dos aviões passando sobre a casa, o silencio do lado de fora. Isso me causa boas lembranças de anos atrás.

 

Escuto uma movimentação próxima as escadas, Marcelo provavelmente notou que eu não voltei. Descido subir as escadas de volta, já faz algum tempo que estou parado e o frio começou a me afetar. Ao chegar perto das escadas, o Marcelo novamente com lanterna no meu rosto, “eu vou acabar enfiando essa lanterna no cu desse viado” eu pensei, enquanto respirava fundo e dizia “se tu quer que eu veja as escadas, tu precisa colocar o foco dela em outro local.” e ele acabou por iluminar a base das escadas.

 

Enquanto eu subia as escadas eu pensei “maybe we can save this thing up”. Ao chegar no topo pergunto ao Marcelo “tu vai ficar acordado a noite inteira?”, ele respondeu que sim e eu questionei “tu quer conversar?”. (insight: não estava atras de sexo ou qualquer pegação.) Bom, o não que recebi parece que foi impresso em impressora 3D, era palpável o negócio. Nem discuti, simplesmente voltei para o quarto com o Marcelo fechando a porta de maneira bruta. “bixa mal comida, só pode” eu pensei.

 

De volta ao quarto, de um lado o 9 virado de costas pra mim, do outro o 1 que não dava pra ver nem o rosto ou uma parte do corpo. “que ótima noite para se ter insônia” eu pensei visivelmente estressado. Fiquei em pé na frente da porta de vidro para a sacada.

 

Por um bom tempo, o tempo foi passando, os segundos escapando e os minutos fugindo. Perdi a conta de quantos aviões passaram por perto. A temperatura no quarto era mais fria e eu acabei por exceder o quanto podia ignorar a temperatura. Começo a tremer de frio enquanto isso meu cérebro estava ocupado tocando musicas. Decidi subir de volta a cama e tentar dormir. Cai no sono quase imediatamente.

 

Tive uma noite de sono terrível, horas com uma temperatura muito alta, oras congelando de frio, oras com um vento frio que passava pela porta de vidro. Quando acordei  pela manha, o 9 já havia acordado e estava conversando com o um. A minha sensação era que eu tinha dormido numa rodovia enquanto caminhões e carros passavam por cima. Em dias normais, eu contornaria isso tomando um banho com a temperatura de quase causar queimaduras de primeiro grau na pele.

 

Não demorou muito e fomos chamados para fora do quarto, em fila descemos até o refeitório onde tivemos um copo de aguá e uma paçoquinha rolha. Ao terminar dessa vez fomos para fora, para a área perto da piscina para fazer os exercícios.

 

Eu imaginava que durante os exercícios eu conseguiria recuperar um pouco da minha temperatura normal. Mesmo estando com o uniforme por cima de uma segunda pele eu ainda estava com frio. Durante o aquecimento tentei aumentar a altura do passo durante a corrida para gastar mais energia, sem aumentar a velocidade. As flexões eu consegui realizar porque os músculos necessários não apresentaram problema, porem durante os abdominais não houve comando que fizesse os músculos das costas destravarem. Mas mesmo com todo o esforço físico eu não cheguei a suar. Continuava gelado.

 

Terminamos os exercícios e voltamos para tomar café, minha cabeça já estava começando a doer. O tempo acelerou demais para eu consegui prestar muita atenção no que estava acontecendo. Fomos divididos em dois grupos um grupo ficou para lavar a louça / organizar o refeitório enquanto outro foi tomar banho e limpar a playroom. Voltamos ao segundo andar. Aproveito o tempo para tentar fazer algo com meu celular, enquanto os outros vão tomar banho. por fim chega a minha vez. Tento relaxar os musculos que provavelmente vou precisar estar calmo nas próximas horas mas isso não ocorre. Saio do banho exatamente igual como entrei, nervoso, com frio e confuso. Fico com o uniforme do camp e a parte de baixo da segunda pele. Logo sobe o segundo grupo e eles começam a tomar banho também, tento controlar a dor de cabeça mas não esta fácil.

 

Somos então colocados em duas fileiras como na noite anterior e o Mestre Brenno começa dizendo que vai ter uma mumificação de quatro pessoas, muito provável que única no Brasil. Ele começa pedir quem havia colocado mumificação  Levanto a minha mão por dois motivos alem de ter marcado mumificação. Uma mumificação em plastico alem de ser um tesão, alem de ser quente o suficiente. Mas vejo essa oportunidade passar direto por mim. Penso “por favor que eu não fique completamente nu” quando outros internos são chamados. Os internos vão sendo chamados para outras sessões, um a um, e logo descubro com quem eu vou ter uma sessão, Dom Barbudo.

 

Sessão com Dom Barbudo

 

Levanto da posição onde estava e me dirijo ao Dom Barbudo, ao lado da lareira. Ele ordena que eu tire o uniforme do camp e a segunda pele que estava usando por baixo, após isso deitar em um colchão ao lado. Logo veio quatro algemas de couro, tornozelos e pulsos, noto os prendedores sendo colocados ao meu lado pouco antes da venda vir sobre meus olhos. Escuto então o Dom Barbudo falar “nós vamos privar os teus sentidos” e eu pensei “um, dois, tres ou quatro?”

 

Nesse instante meu corpo começa a dar avisos de temperatura, controlo os musculos de forma a não tremer. Enquanto meus braços são elevados sobre a cabeça, não de forma reta, mas deixando meu braço direito mais inclinado que o esquerdo. “essa posição vai complicar daqui algum tempo” penso. Sinto então as algemas dos pulsos serem presas em uma corrente enquanto as dos tornozelos serem presas uma nas outras. Respiro fundo algumas vezes tentando controlar a tensão de saber e não saber o que vem a seguir. Quando um beliscão nos meus mamilos me tira da stasis.  Logo vem outros beliscões, apertões. Estava excitado e ao mesmo tempo estava nervoso. Dom Barbudo começou a brincar ora apertando, ora beliscando. Ora massageando.

 

Porem sou pego de surpresa com o primeiro prendedor sendo colocado no meu antebraço. Mordo o lábio enquanto controlo a pequena parcela de dor. Escuto o Dom Barbudo instruindo o Fiel na forma de como ele deve colocar os prendedores. Um, dois, três, quatro, perdi a conta de quantos foram. A dor começou a crescer de forma exponencial, consegui ignorar ela por algum tempo até que atingiu o limite. “amarelo” falei, Dom Barbudo pergunta “consegue aguentar mais um?” sinalizo que sim, mas vejo meu controle psicológico escapando por entre os dedos enquanto meu corpo volta a tremer de forma leve.

 

Mais uma vez meus mamilos começam a sofrer com os beliscoes, porem antes que eu consiga fazer algo sou pego de surpresa, gelo é passado no meu peito. Os avisos de temperatura que até então eu tinha conseguido controlar começam a ficar mais e mais urgentes, estou perdendo mais calor do que o esperado. Minha pele começa a ficar arrepiada enquanto eu perco o restante do pouco controle que ainda tinha, começo a tremer de forma incontrolável ao passo que tento impedir a movimentação involuntária. Os prendedores começam a ser removidos um a um e logo o Dom Barbudo vem por cima de mim.

 

O contato com o couro chega a ser confortável, até mesmo excitante. Alguns beijos são trocados, algumas mordidas. Meus mamilos sofrem mais um pouco. Começo a ficar excitado novamente. Porem Dom Barbudo pergunta “sabe quantos dominadores tem aqui, encostando em ti?” eu penso desesperado “não responde, não responde...”, já conhecendo o que vai acontecer se eu tiver a resposta. “Três” conclui o Dom Barbudo.

 

Não consegui segurar o pensamento e em segundos eu já estava na visualização da sala inteira, “tem pontos demais!” no próximo eu estava comparando a posição das vozes e dos gemidos, marcando a posição de onde estava acontecendo as sessões ao meu redor. Por alguns minutos perdi a noção do tempo, voltei com a sensação do meu pau sendo massageado.

 

“senhor, eu não tenho tanta sensibilidade na ponta” digo para o Dom Barbudo, ele então repassa a informação a outra pessoa. Logo ele vem para cima, com o pau para fora,  começo a lamber e a chupar, ficando parcialmente excitado. Sinto o Dom Barbudo ir para cima algumas vezes e voltar encostando no fundo da minha garganta. Diversas vezes.

As atenções voltam para os meus mamilos e meu nervosismo sobe novamente e sinto eu perder o pouco controle que tinha. Vejo um a um os gatilhos travando. “senhor, uma pausa”. “como?” pergunta o dom Barbudo e eu acrescento “senhor, uma pausa, por favor” enquanto meu corpo treme de forma incontrolável. Não quero que a sessão termine porem não estou conseguindo nenhum resultado, preciso me afastar.

 

Sinto o Dom Barbudo se afastar, então peço para o primeiro staff que chegou perto se ele pode soltar as algemas da corrente, pois meu ombro direito já esta reclamando faz algum tempo. Ele solta e enquanto movimento o braço para a lateral do corpo chego a quase ver estrelas. Flexiono um pouco os músculos do braço, aliviando a tensão. O tempo parece parar.

 

Nesse instante, tenho o primeiro contato com o Dom Marck. Ele me pergunta se está tudo certo e acabo por responder que estou perdendo uma batalha enquanto meu corpo continua a tremer fora de controle. Sinto ele se afastar mas consigo ouvir um fragmento de uma conversa “vai lá em cima… pega … dele”. Não demora muito e sinto meu cobertor aterrissando sobre mim. Sinto minha temperatura começar a aumentar, sensação boa que dura pouco substituída por algo que veio logo a seguir.

 

“tá mas vamos começar a fazer assim?” disse alguém que não reconheci a voz na hora, escuto então o Dom Marck responder “ele estava morrendo de frio”. Uma mistura de raiva e vergonha se mistura e a primeira frase que eu penso “god fucking dammit, its not my freaking fault… I’ve been trying to fix it from the past hour....”. Meu corpo não sabe se está frio ou se está calor, então por isso a temperatura oscilava. “Desliga e liga novamente” eu pensei enquanto fechava os olhos apesar da venda.

 

Voltei a abrir os olhos e pequenas frestas eram visíveis pela venda. Empurrei o cobertor para baixo deixando apenas minhas pernas cobertas. Logo senti alguem tocando meu peito com as unhas. Pelas frestas da venda consegui ver alguns detalhes, um tecido branco com bolinhas pretas, estilo dalmata. Ja sei quem é. Vejo o Caui apertar um dos meus mamilos com as unhas, enquanto controlo a dor, penso “doggie mau!” ou falei em voz alta.

 

“Tudo bem?” escuto a voz do Dom Marck, respondo que sim. “Eu acho que eu sei quem você é” eu digo. Dom Marck ri enquanto responde “Acho dificil você saber apenas pela voz”. “Eu só preciso de uma informação para ter certeza” falei enquanto movimentava minha mão para cima,  tocando de leve o tecido da calça. “Marck Ulrich” eu disse. “Muito bem… agora que descobriu quem eu sou, quero uma resposta a altura” ele fala para mim. Tento focar minha atenção mas não consigo, preciso de detalhes do que esta acontecendo ao redor ou experimentar algo diferente. Levantando a mão em direção ao Dom Marck, “posso?” pergunto.

 

“você quer tocar em mim? está pedindo quase demais, mas pode” ele responde. Com a ponta dos dedos começo a tocar nele, provando de uma maneira diferente, explorando. A textura do tecido, o calor do corpo dele que irradiava pela camisa. Tomei um pouco de coragem e comecei a subir a mão em direção ao pescoço e ao rosto dele. Mas a partir dali as coisas perderam definição. Após algum tempo sinto o Dom Marck se afastar e sou deixado aos sons da sala.

 

O tempo passa e peço para um dos staffs se posso sentar e remover a venda. Estou curioso para saber o que está acontecendo ao redor, para ver. Depois de receber permissão sento de costas para a parede e começo a perceber o que estava acontecendo ao redor.

 

A minha direita estava o 3 com o ballcrusher de ontem a noite. A frente do 3 estava o 7 com alguém brincando com um martelo de borracha nas bolas dele. Havia alguém no cercado dos dogs, mas estava muito longe para saber quem ou o que acontecia.

 

Minha atenção então recai sobre os quatro mumificados em uma das colunas de suporte. Por um tempo acompanho a cena que se desenvolve sobre a mesa de bilhar, mas antes que consiga ver o que de fato esta ocorrendo la, minha atenção se volta inteira para o 11 amarrado num saco de couro, com o Mestre Brenno ao lado, “teasing him”.

 

Deixo minha imaginação correr solta enquanto puxo a cena para mais perto, as expressões do 11, com os braços cruzados sobre o peito. Começo a ficar excitado, mas não 100%, “anything better to do?” penso enquanto começo a massagear o meu pau. Neste instante o Dom PC se aproxima, colocando a perna na minha frente e empurrando minha cabeça para baixo para lamber as botas dele. Meu fetiche não é esse mas acabo por fazer. “Wrong sequence...” eu penso.

 

Memoria Dispersa -- Não tão necessária mas não disponível.

 

Alguns minutos acabam passando, minha atenção se dispersa pela sala e logo sou ordenado a sentar em uma cadeira de praia, com o cobertor no colo continuo a olhar as cenas que se desenvolvem ao meu redor. O tempo passa e então Dom Luis chega perto, dizendo para deixar o cobertor junto com as minhas coisas. Ao voltar ele prende as algemas na parte de traz da cadeira. Por traz ele agarra o meu pescoço, deixando a luva sobre a minha boca, então começa a sussurrar no meu ouvido, coisas sobre Berlim, amigos, o que iria acontecer comigo por lá.

 

Por um breve instante eu fiquei na duvida do que fazer. “liberar acesso direto?” pergunto a mim mesmo. Depois da resposta afirmativa…

 

“eu vou te levar pegar na sua cidade, te sequestrar e levar para Berlim, colocar você num saco de couro por dias com uma mascara e mordaça até tu se acostumar com ele, depois eu vou te...” escuto ele falar no meu ouvido, melhor eu parar por aqui pra não fazer o Dom Luis trocar o texto.

 

A ideia surtiu efeito e eu acabei por ficar bem excitado porem antes de qualquer coisa mais complexa acontecer, Mestre Guto Lemos apareceu do nada com dois prendedores prateados e colocou um nos meus (extra sensíveis) mamilos. Não deu outra e ele não teve tempo de colocar o segundo, em segundos ja estava falando amarelo mas o estrago ja estava feito. Minha excitação momentânea dissipou. Dom Luis tentou recuperar o passo mas a tentativa não surtiu mais efeito.

 

A partir de então tudo ficou confuso.

 

Coloquei novamente o uniforme do camp, com a segunda pele por baixo e descemos para o Refeitório para o almoço.

 

Almoço e a Pegação no andar dos Internos

 

Ao chegar no refeitório ficamos em fila, esperando o moreno servir. Um a um. Nem prestei muita atenção na comida, minha atenção estava dispersa em locais demais. Não demorou e começaram a pedir quem iria lavar a louça, eu nem entendi o que estavam pedindo na hora. Por diversas vezes o Calvin teve que vir ao refeitório, dizendo que estávamos fazendo barulho demais. E o Sete e o Nove não paravam de tagarelar em voz alta. Secretamente eu queria que eles falassem mais, porque cada vez que o Calvin subia as escadas eu pegava mais detalhes dele.

 

Em fila subimos de volta a playroom e logo fomos instruídos a ir para os quartos descansar. De volta ao quarto aproveitei para ir para a sacada do quarto, mas não sem antes perguntar para um staff (Zelluk) se podia. Fiquei um tempo no sol, porem quando eu olhei para baixo vi o Marck Ulrich deitado em uma das cadeiras do patio enquanto Dom PC e Calvin de sunga na piscina. “que péssima hora para estar sem óculos.” Fiquei prestando um pouco mais atenção na paisagem. Olhei para baixo e vi Dom PC e Calvin aos beijos (ou próximo na borda da piscina). “Não sonha” enquanto desviava o olhar e virava de costas. Olho para dentro e lá esta o 9, o 7, o 2 e o 11 aos beijos no meio do quarto.

 

Olho para o 9 e vejo ele me chamando, volto para dentro do quarto e ao chegar mais perto ele e me puxa para um beijo, dois, trés. Abri os olhos e fiz uma simulação geral de onde terminaria isso. Acabei por me afastar por um motivo pessoal. Voltei para a sacada com uma mistura de vergonha e vontade. Vergonha por estar sendo fiel a uma promessa que fiz a mim mesmo, vontade porque os beijos estavam gostosos. Voltei para a sacada e ao olhar para baixo não tinha mais ninguém na piscina. Apenas Marck Ulrich deitado na cadeira curtindo o sol.

 

Alguns minutos se passaram, ao olhar para o quarto novamente ele se encontrava vazio. só o 1 deitado na cama tentando descansar. Chamo ele para fora, para o sol que estava gostoso. Começamos a conversar sobre algumas coisas. Situações diversas, trabalho emprego estudos. Mantive a conversa longe dos fetiches logo que não tinha certeza do que ele curtia.

 

Logo aparece o Moreno, no quarto, me chamando para dentro. Ao voltar para dentro ele me puxa também para alguns beijos. Dizendo “eu queria fazer isso desde que te vi na sexta-feira” trocamos mais alguns beijos até ele se afastar por causa de barulho na escada dizendo “se me pegarem aqui eu to fodido”. Esperei alguns minutos depois que ele saiu do quarto para mim sair também.

 

Olhei para os lados, os internos estavam se pegando com o fotografo no corredor. Nove e Onze chupavam o pau dele enquanto o Carlos aproveitava as partes exposta do Nove.  Segui pelo corredor até o próximo quarto. Moreno estava lá aos beijos com o 10.  Sigo em frente e vou até o outro quarto, ninguém por aqui. Ao voltar pelo corredor, escuto o Moreno me chamar, com um “vem cá”. Desço as escadas e o Moreno me puxa para mais alguns beijos, aproveitando a distancia acabo por trocar alguns beijos com o 10. Começo a ficar excitado. Ele(moreno) me empurra sobre um dos colchoes enquanto chupa o meu pau, o 10 penetra ele com uma capa cor de uva algumas vezes. Escutamos barulho nas escadas no andar de baixo e eu tomei por sinal que era melhor voltar ao quarto.

 

De volta ao corredor, vejo o 9 e o 7 segurando o onze contra a parede, enquanto o fotografo aproveita as nádegas abertas do 11, penetrando ele por traz. Por alguns segundos eu acompanho a cena e acho até interessante. Mas retorno ao quarto e encontro o 1, com uma cara de entediado. Pergunto a ele o que tem de errado, diz que está entediado. Sento do lado dele e começo a conversar, sobre as sessões , sobre o que mais chamou a atenção ou o que ele mais curtiu. Ele responde “spank”. Por alguns segundos eu não soube o que responder. Conversamos mais um pouco enquanto tento fazer ele relaxar logo que ele estava tentando descansar mas não conseguia. Vou mais uma vez para a sacada pegar um pouco mais de sol.

Ao voltar no corredor vejo quase todos os internos sentados, na escada. Ao me aproximar, vejo Dom PC (de sunga) falando com o Moreno, perguntando pra ele “Moreno o que você esta fazendo aqui?”. “eu estava vendo se eles estavam precisando de algo” responde o Moreno. “Sei” Fala o Dom PC “você estava aqui por outros motivos”. virando para nós pergunta “não é verdade?”.

 

Todo mundo em silêncio, nenhuma resposta. “isso vai dar merda” penso enquanto respondo “Sim, o Moreno só veio perguntar se precisávamos de algo. Não vi ele fazendo nada de mais”. “Que baita mentira” eu pensei enquanto olhava a expressão de surpresa do moreno quando eu terminei a frase, enquanto o Moreno descia as escadas ele virou pra mim e murmurou “Obrigado”. O Calvin que estava só de sunga com os pés brancos virados para o meu lado no colo de um dos internos, “que vontade de morder e lamber esses pés” eu penso enquanto ele olha pra mim e disse “Para até o 12 falar, acho que não aconteceu nada”. A conversa continuou por um tempo até ambos (Dom PC e Calvin) descerem.

 

Logo o sol começa a se por no horizonte e o tempo começa a ficar frio. Somos chamados ao andar inferior e nos posicionamos em duas colunas novamente.

 

Alguns dos internos são chamados porem o meu numero não era. Comecei a ficar apreensivo com a situação. Logo um dos staffs chega perto e começa a me puxar ela corrente… “hein?” pensei enquanto achava a situação estranha mas acompanhava o passo.

 

Sessão com Richard Rubio

 

Richard me puxou até próximo aos banheiros e me falou para esperar. Vi ele se deslocar pela sala em direção aos beliches, pegar um colchão e voltar, deitando-o do meu lado. Falou para tirar o uniforme do camp e deitar. Enquanto eu fazia isso ele saiu, indo pegar algumas algemas de couro e uma mascara de látex. Não tive noção do modelo na hora e tive menos ainda quando ela veio sobre o meu rosto, com a venda já no lugar.

 

Fiquei apreensivo por um momento, mas num movimento que eu achei até mesmo estranho na hora, um pouco embaraçoso talvez. Ele me cobriu com a camisa do camp enquanto se movimentava colocando as algemas nos meus pulsos e tornozelos. “blowback from the morning, I guess...” pensei enquanto percebia a movimentação dele.

 

Logo ele começou com as mordidas, uma, duas, trés, dez. nos braços, nas pernas. Alem dos gostosos beijos e mordidas nos lábios. Apesar de ao lado estar acontecendo a cena com os dogs, eu estava completamente focado no Richard. “Senhor, tu é muito gostoso” eu disse e ele responde “eu sei que eu sou gostoso”... Que vontade de morder ele, abraçar por trás e morder os ombros, as orelhas. Quando ele chegou perto pra mais uma mordida eu avancei, pegando-o de surpresa. Mordendo de leve provavelmente o queixo (difícil saber o local exato).

 

Sinto ele se afastar, um pouco surpreso. “o que se diz quando se faz algo errado?” ele pergunta. “Desculpe Senhor” respondo enquanto fico com um pouco de receio. Logo ele volta com as mordidas, puxando a pele e mordendo nos braços. Até que uma hora ele chegou perto mais uma vez, me deixando morder o lóbulo da orelha dele, de forma leve.

 

Quero mais contato, tocar no corpo dele, sentir a textura da camisa de látex que ele esta usando, mas meus braços estão para cima. De forma descarada, minto dizendo que meus ombros estão doendo para que eu possa abaixar os braços e com a ponta dos dedos tocar de leve nele. O contato acaba me excitando um pouco mas quero mais. Quero poder tocar poder apertar. Mais mordidas, mais beijos. Sou pego de surpresa com uma vela sendo pingada no meu peito e acabo por falar parte de um pensamento em voz alta “Desliga o...” continuando em pensamento “...aviso de temperatura.”. Richard me pergunta “o que?” eu respondo “nada importante”. Beijos e mordidas são trocadas, a vela é pingada mais algumas vezes.

 

Mais uma vez sinto ele se aproximar e coloco a linguá para fora, pronto para lamber ou morder “E essa linguá pra fora por que?” ele pergunta, não tive nem tempo de responder “se eu ver ela para fora novamente eu vou cuspir nela!”. Não sei o que aconteceu no momento mas simplesmente senti minha linguá indo para fora, desafiando. Escutei ele se preparar para algo que sabia que vinha. No primeiro ele errou, mas no segundo acertou. E logo depois um longo beijo de linguá foi trocado entre nós. Eu ja estava excitado.

 

Mais mordidas, mais beijos, mais lambidas. A vela é pingada mais algumas vezes. Em algumas arrancando uma reação de surpresa pela temperatura sendo suprimida em segundos, em outras nem tanto. Sentia a temperatura dissipar ao encostar na pele. Ele então começa a massagear meu pau, o suficiente pra me manter excitado, mas pra mim gozar assim vai ser difícil. Está faltando algo.

 

Vejo ele tentar mas ao mesmo tempo começo a ver que ele está cansando, provavelmente se entediando. “se tu não fizer nada, a brincadeira vai terminar com dois entediados” pensei enquanto buscava uma solução. Tive uma ideia interessante e passei ela para o Richard (eu tenho a frase que usei). Ele aceitou ela e enquanto se afastava fiquei numa mistura de medo e tesão. “o que tu foi fazer Gabriel!” pensei enquanto meu pensamento disparava.

 

Logo sinto ele de volta, me falando para virar de lado. Um plug é colocado e este faz pressão na minha próstata. Vamos dizer que tudo que atinge ela causa esse efeito. Ja não tenho mais controle nenhum sobre como estou excitado. Richard percebeu isso logo de cara, reduzindo a velocidade, percebendo pela forma como meu pau estava pronto que eu iria gozar.

 

Me mordeu mais algumas vezes, mais alguns beijos até que decidiu finalizar. Aumentou a velocidade e em pouco tempo eu senti meu pau pulsar enquanto fazia jorrar porra pra tudo que era lado. Com certeza superando as estimativas. Fiquei la parado, sem nenhuma ideia, o coração acelerado. Sinto ele começar a abrir o ziper da mascara, a sessão chegando ao fim. “faz ele gozar” eu penso “agarra ele e aproveita logo que ele está excitado tambem.”

 

A ideia dura pouco tempo, a mascara sai e ele me diz “vai tomar um banho”. Minha vontade era de dizer não, de agarrar ele, imobilizar, arrancar as calças dele, morder os ombros enquanto com as mãos massageio o pau duro dele.

 

Levantei e fiz alguns passos, por um segundo olhei para traz, como quem acha que esta perdendo uma ótima oportunidade. “Volta! esquece as convenções, as regras de acesso, ele está distraído, agarra ele, imobiliza, pega de surpresa, you got the upper hand now...” virei um dos meus pés de volta, planejando os movimentos. Observo o Richard de costas pra mim, relaxo as mãos e os braços. “Isso! Pega ele pelo pescoço, empurra pra frente em direção ao colchão, usa o teu peso como vantagem táctica, em 3...2...”

 

Nesse momento meus pensamentos são interrompidos… “gozou litros, né gaúcho” disse o mestre Brenno pra mim. Sou surpreendido, não havia percebido o Mestre Brenno ao lado, acabo por não responder, apenas um sorriso amarelo se formou no meu rosto enquanto pensava “abort! abort! fucking shit, fucking dammit...” e me movimentava na direção contraria de onde planejava ir alguns segundos antes.

 

Me dirijo a quarto pegar a toalha e após aos chuveiros tomar um banho. Não sei o que foi mais difícil tirar a cera do corpo ou o pensamento da cabeça. Oportunidade perdida. Deixei minha imaginação passear durante o banho.

Jantar e Final de Sábado

 

Ao sair começamos a formar uma fila novamente para descer ao refeitório. Nem prestei atenção no caminho, no que acontecia ao meu redor ou até mesmo a comida. Estava ocupado demais no meu mundo.

 

No refeitório a conversa rola solta, assuntos diversos. Então o Moreno começa a bater papo conosco, se escondendo em uma das portas para a cozinha. Um pensamento surge “maybe we can do something about it too”, sem a minima vontade de ir ao banheiro, digo “Moreno, eu preciso ir no banheiro.” “Vem que eu te levo.” responde o Moreno enquanto penso “perfect! preciso dele sozinho”.

 

Subimos as escadas, alguns dos mestres perguntam onde estamos indo. Moreno responde que está me levando ao banheiro. Passamos pelo átrio enquanto eu penso vamos subir as escadas e ir para o segundo andar. Moreno então abre uma porta no primeiro corredor revelando um banheiro espaçoso. “bosta! muito perto dos mestres”. Eu entro e o Moreno começa a fechar a porta atrás dele. “Moreno, entra!” falo em voz baixa.

 

Enquanto o Moreno começa a fechar a porta, começo a falar sobre algo que mantive em segredo. Meu tesão por camisa de força. De como é algo que sempre tive interesse, principalmente em experimentar por períodos longos. Ele me diz “mas fala isso para os mestres” e eu respondo “eles nunca estão sozinhos.”

 

Apesar de não estar com a minima vontade de ir ao banheiro, preciso pelo menos fazer algo pra justificar. Saímos do banheiro, passando pelos mestres, de volta nas escadas um pensamento surge “the treta has been planted” e um sorriso aparece no meu rosto.

 

Volto a sentar no meu lugar com o Moreno conversando ao lado. Nossa atenção e chamada mais uma vez. Tentando fazer o minimo de barulho moreno continua a falar, as os sons provavelmente sobem as escadas.

 

Logo desce o Dom PC, dizendo que se a conversa não parar vai ter pessoal indo para a solitária. Ele acaba por complementar dizendo que já teve staff que foi para a solitária durante a tarde. Minha imaginação dispara. “aproveita a brecha” penso enquanto pergunto “qual dos staffs?”. Dom PC responde dizendo que não pode dizer, faço outra então “o que ele disse?” com um sorriso descarado no rosto, pensando “se eu souber o que foi dito, vou dizer exatamente as mesmas palavras”. Dom PC acaba por dizer que não vai responder. Quase emendo que estaria disposto a ir pra solitária mas a conversa toma outros rumos quando Moreno abre a porta  que dava para a cozinha, vendo dom PC, ele tenta sair de fininho.

 

Dom PC então chama o Moreno para o lado de fora para vários minutos de conversa. Uso esse tempo pra imaginar o que estão conversando, nenhuma das simulações acaba sendo boa. Moreno volta para a cozinha e Dom PC sobe as escadas. Continuamos a conversar.

 

Não demora e somos novamente colocados em fila, perto das escadas do refeitório. Nesse instante Richard se aproxima e fala “você vai parar na solitária!”, eu pergunto “O que tem nela?” com um sorriso safado no rosto enquanto penso “se tu estiver junto eu não vou te deixar dormir” e para quebrar a ideia ele responde “nada”. Aff, deixo a resposta passar em branco, apesar de ter a resposta na ponta da língua “eu toparia de ir.”

 

Subimos em fila, de volta aos quartos. o 7 e o 2 resolvem vir para o nosso logo que hoje estamos livres para se movimentar no andar, com uma exceção. Nada de ir no andar de baixo ver o que tem nas beliches ou descer as escadas no andar dos mestres. Acho a frase extremamente suspeita como se dirigida a mim por causa da noite anterior. O 9 acaba por trazer o 11 para dormir de conchinha na cama.

 

A conversa rola solta por um tempo, até o Calvin aparecer na porta dizendo que a hora já esta avançada. Presto pouca atenção no que ele diz e mais atenção a expressão dele. Vejo que ele se encontra um pouco cansado enquanto come um pote de pringles verde (Onion and Sour Cream). Logo ele diz que os pés dele estão matando ele porem antes que eu me ofereça para fazer uma massagem, um tal de 7 se joga na frente dizendo que vai fazer massagem de tília nele. Meu olhar fulmina o 7 por alguns segundos mas controlo a vontade de esganar ele.

 

Vejo a expressão do Calvin mudar, enquanto o 7 massageia um dos pés dele com as costas encostadas no marco da porta. Continuamos a conversa e noto a voz dele mudar para o tom habitual dele. Menos autoritária, mais suave, interessante a mudança até. Começo a olhar o Calvin com outros olhos, vejo as diferenças nas expressões, do inicio do camp e agora. Uma diferença enorme.

 

Exploro essa ideia e a mudança, começo a rever cada visualização das expressões do Calvin, mas minhas ideias são cortadas de forma bruta quando...

Relato Camp – Domingo – Parte 3

 

… Os mestres vem para dar boa noite aos internos (ver se todos estão com a cabeça no lugar ainda). Um dos internos(sete) se oferece para fazer uma massagem no mestre Guto, vejo o mestre guto ficando de cuecas enquanto o 7 espalha o creme sobre as costas sendo ajudado pelo 2.

 

Apesar de hoje estarmos em 6 no quarto e a hora estar avançando rápido, estamos em silencio agora. Olho o nove dormindo de conchinha com o 11. “Bom acredito que nada de excepcional vai acontecer hoje” eu penso, enquanto me cubro com os cobertores para dormir.

 

Meu sono foi relativamente curto. Cerca de uma hora depois de eu cair no sono, alguma coisa se meche perto de mim, avisos disparam, quando abro os olhos para minha surpresa vejo o Dom Luis, menos de 30 centímetros do meu rosto. “oh shit shit shit shit sheeeett” meu pensamento dispara. Antes que eu consiga tomar uma decisão, a mão dele vem sobre a minha boca sufocando o grito antes mesmo de ele ter pensado em sair. Com a outra ele faz sinal de silencio. Desço do beliche, aterrissando de meia no chão. Perco o equilíbrio momentariamente. Viramos no corredor em direção as escadas. Dom Luis atrás de mim com a mão ainda sobre a minha boca.

 

Descer o primeiro lance de 6 degraus foi relativamente complexo, eu não conseguia firmar o pé logo que estava de meias. Mais um lance de escadas e chegamos na playroom. Nesse momento Dom Luís muda a posição da mão, levando ela aos meus olhos, impedindo de ver o que está a frente. De relance vejo o Mestre Guto mas a visão dura pouco tempo logo que uma venda vem sobre meus olhos. Sinto os sentidos aguçarem ao mesmo tempo que a tensão aumenta. Não demorou segundos e sinto algo nos meus lábios, forçando a entrada para dentro. Uma mordaça, em couro, grande.

 

“Coloca os braços para frente” eu escuto o mestre Guto dizer. Enquanto meus braços deslizam para dentro das mangas da camisa de força meu corpo simplesmente ficou gelado. Eu já havia sonhado com algo assim, mas pra mim essa era uma situação completamente nova. Escuto o zíper ser fechado nas costas e uma a uma as cintas foram sendo fechadas. Meus braços foram cruzados e quando a cinta que segura os braços cruzados estava sendo fechada... “o tutorial!!”

 

O aviso passa correndo pelo meu pensamento mas já é tarde demais. As partes que eu poderia conseguir um pouco de espaço para quem sabe ter espaço suficiente para sair sozinho já tinham sido fechadas e trancadas. Por último os braços foram presos juntos. Sinto ambos me carregarem por algum tempo, 3 segundos, 5 segundos, 10 segundos não tive certeza na hora.

 

Aterrissei em uma superfície macia, porem antes que eu pudesse pegar mais informações, um protetor auricular foi colocado nos meus ouvidos e a sala que já era silenciosa ficou mais ainda, nem os sons dos passos eu conseguia escutar. “Onde estamos?” foi a pergunta que surgiu na hora “nem ideia” veio a resposta. “okay então, nós não descemos ou subimos escadas então continuamos no segundo andar, preciso de mais informações” pensei. Estiquei um dos pés tentando encontrar um limite ou parede, encontrei uma superfície áspera porem as meias me impediam de identificar o material.

 

Continuei explorando com os pés para a direita até encontrar algo a mais. Pela textura não tive certeza. Ainda estava em dúvida de onde estava, mas já tinha reduzido o segundo andar em dois locais possíveis: O quarto onde os staffs estavam dormindo ou deveriam estar dormindo e o local onde foi feito dogplay.

 

Dom Luís então remove o protetor auricular e começa a fazer uma dominação psicológica, mas dado ao meu nervosismo todas as palavras acabam por passar em um flash. Logo todas as informações que não tratam do agora ou de um futuro extremamente próximo acabam por serem ignoradas. O protetor auricular é colocado novamente e o silencio acaba invadir novamente. Percebo uma movimentação ao meu lado porem logo sinto o Mestre Guto com um dos massageadores tentando fazer com que eu fique excitado mas o medo e o nervosismo impedem que eu tenha prazer com a situação apesar dela ser um dos meus sonhos.

 

Novamente sou deixado aos meus pensamentos, escuto algumas vozes a distância mas não consigo entender o que dizem. Noto então que a segunda pele que estou usando começou a pressionar minhas minhas bolas, forçando-as para dentro do meu corpo. Caso isso ocorra a dor é muito alta. Tento chamar a atenção de um dos mestres até que consigo. “a calça, ela está pressionando” digo para o mestre Guto após ele perguntar se eu preciso dizer algo e remover a mordaça. Ele então abaixa um pouco mais elas, removendo a pressão. Dessa vez sem mordaça o massageador volta, mas eu vejo que não estou conseguindo relaxar.

 

Talvez porque seja uma novidade muito grande, meus sentidos estão aguçados demais pra relaxar. Tento de todas as formas psicológicas que eu consigo para relaxar na situação, nenhuma delas surte o efeito desejado. Como último recurso, peço um plug para o mestre, algo que me deixa excitado em qualquer situação.

 

Mais alguns minutos passam e então sinto o Mestre Guto abaixar o restante da minha calça. Ele então começa a me puxar sobre ele, escuto então um plástico sendo rasgado. “oh boy” eu penso enquanto escuto o Mestre Guto colocar uma camisinha e me puxar mais próximo. Com minhas pernas abertas ele começa a me penetrar, uma, duas, tres, varias vezes. Então sou virado com as costas para cima e o processo se repete, com ele segurando as amarras da camisa de força. Perdi a conta de quantas vezes o mestre Guto me puxou para traz, para cima.

Então tudo parou, sinto o mestre guto tentar me fazer levantar, mas pelo angulo das minhas pernas eu não consigo fazer tanta força. “Eu consigo” digo para o mestre guto enquanto ele me solta. Troco de posição e então consigo levantar.

 

Mestre guto começa então a me empurar para frente, um, dois, três passos. Meu pé atinge o chão duro. Bom agora tenho certeza de onde estou, sinto a sala se expandir e ganho uma noção de quanto espaço ainda tenho para cada lado. Mais alguns passos e sinto minhas costas encontrarem com a mesa de sinuca no centro da sala. Sou então empurrado sobre a mesa e a mordaça volta entre os meus dentes. Sinto o mestre Guto do meu lado enquanto outra pessoa segura minhas pernas para cima. Sinto a venda se deslocar para cima um pouco e por um pequeno espaço vejo quem esta segurando as minhas pernas para o alto, Dom Luís.

 

Eu acreditava estar preparado para o que viria a seguir “but I was not”. Senti uma quantidade alta de lubrificante ser espalhado e pensei “algo não está certo”. Comecei a sentir  o pau do dom Luís sendo forçado para dentro. Grande, mais do que eu esperava. Começo a gemer e apesar da mordaça, escuto o mestre Guto dizendo do meu lado, pra não fazer barulho. Dom Luis então chega mais próximo de mim e diz: “não é só você que tem pau grande...”. Sinto ele entrar um, duas, três vezes, perco a conta enquanto tento relaxar o máximo possível. Sinto então O dom Luís sair e me puxarem para fora da mesa. Sou então empurrado de frente para a mesa e o mestre Guto (provavelmente) começa novamente a me penetrar, segurando nas cintas da camisa de força.

 

Voltamos para o canil dos dogs e mestre Guto remove a mordaça, me dizendo que eu vou dormir assim, na camisa de força. Gostei da ideia pois é algo novo, e principalmente que gostaria de experimentar. Mestre Guto então me cobre com o cobertor dele e ambos dormimos lado a lado.

 

Posso dizer de primeira mão que minha noite não foi tão confortável assim, logo que a posição dos braços se tornou cansativa nas primeiras horas de sono. Principalmente pelo fato que eu não conseguia aliviar a crescente tensão nos cotovelos, dado a posição dos braços cruzados. A alvorada demorou a chegar, quando notei que o sol já tinha aparecido pelo canto da venda, pedi ao mestre Guto para me soltar, que gostaria de voltar ao quarto.

 

Fora da camisa de força, meu sorriso já era evidente, subi as escadas de volta ao andar dos internos e encontrei todos (ou quase) acordados conversando no quarto. Subi no beliche enquanto o 9 perguntava como tinha sido a noite ou onde eu havia passado. Contei alguns detalhes pra ele e ele fez a questão de contar os mesmos detalhes pra todos os internos do camp... Começo a ter uma dor de cabeça, logo que é o segundo dia que acordo da forma errada.

 

Algum tempo após isso, somos chamados dos quartos e em fila descemos ao refeitório onde tomamos o café da manha, servido pelo moreno, aproveito e pergunto “Moreno, pra quem tu falou o que te disse ontem?” e ele responde “ah, eu falei primeiro para os mestres e depois na reunião...” eu pensei “basicamente todo mundo”. Conversamos com o Caui e ele percebe que tenho um pouco de cera no rosto, acho a situação engraçada principalmente pelos acontecimentos noturnos. Finalizo meu café e pergunto a um dos staffs (Zuco com uma grande porcentagem) se posso ir tomar um banho que não estou me sentindo muito bem. Diante da afirmativa, Caui me acompanha dois andares acima do refeitório, com uma escala breve na frente dos mestres perguntando onde estamos indo.

 

Durante o banho consigo relaxar um pouco e sinto minha dor de cabeça diminuir, apesar de quase ficar excitado em pensar no que havia acontecido horas atrás. Finalizo o banho e ao começar a me secar vou conversando com o Caui. Ele então me diz que eu quis tomar banho porque ele tinha encontrado cera no meu rosto, eu penso “not quite there yet” e digo “não necessariamente mas é que não estou me sentindo bem mesmo.” Termino de me vestir e descemos de volta ao refeitório onde a fila estava formada para voltarmos para cima.

 

De volta ao segundo andar, os internos começam a tomar banho, eu aguardei durante um tempo, passeando pela playroom, fui então a sacada e ao olhar para o andar de baixo, vi o calvin na sacada. Por um tempo prestei atenção nele porem quando vi que ele iria olhar para cima desviei o meu olhar para o horizonte. Tão logo termina o banho, somos colocados em duas filas.

 

O mestre Brenno então fala que como fomos obedientes (ahem) durante o camp hoje vamos poder escolher um pouco do que pode acontecer. Sou então chamado para junto do Mestre Brenno e do Dom Barbudo, ao chegar o Mestre Brenno pergunta, qual destes fetiches mais te interessa, apontando para uma das folhas na parede... eu não tenho tempo nem de responder logo que o Dom Barbudo interrompe colocando a mão na minha têmpora e responde “eu sei o que ele vai dizer, eu vejo uma camisa de força aqui”, eu penso “thx moreno, já que estamos assim vamos fazer as coisas mais interessantes” e digo “máscara e mordaça...”

 

“Chega, chega, já escolheu demais” responde o Mestre Brenno, enquanto volto para o lugar com um visível sorriso no rosto. Um a um os internos vão sendo chamados e cada um deles volta com uma expressão diferente no rosto. Aproveito o tempo para rever o que aconteceu algumas horas atrás.

 

Não demora muito e escuto o Mestre Brenno me chamar segurando uma camisa de força, tiro o uniforme do camp e a segunda pele que estava usando. Enquanto minhas mãos deslizam pelas mangas, eu penso “seccond round, fight”. Escuto o zíper nas costas sendo fechado, em contrapartida estufo o peito e o abdômen, conseguindo o máximo possível de área nessa parte. Uma a uma as cintas são fechadas nas costas. “parte um concluída, faltam 4” eu penso. Meus braços são cruzados, coloquei então minha mão esquerda sobre o cotovelo direito enquanto com a mão esquerda segurava a manga da camisa por dentro. Quando olhei para o lado, vi alguém, provavelmente o Mestre Brenno, não tive coragem de olhar para cima enquanto deslizava meu braço para o local onde ele deveria estar.

 

Quando a cinta que manteria os braços cruzada foi fechada, esta veio com mais pressão que eu imaginava e acabei perdendo a pouca folga que tinha segurando a manga... “goddammit, what did you expect?” eu pensei. Por último o mestre Brenno fechou a cinta que prende os braços juntos e as cintas que passam entre as pernas. Alguns segundos se passaram e enquanto olhava o 9 de quatro com Dom PC. Vejo o Mestre Brenno segurando uma mordaça e uma venda, vindo com elas na minha direção. A mordaça era um modelo diferente, uma harness com uma tira de borracha maleável para morder. Logo ela estava no lugar e a venda veio sobre os meus olhos, com a balaclava logo em seguida sobre ela.

 

Senti um puxão na corrente ao redor do pescoço e saímos caminhando, eu sem ter a mínima ideia de onde íamos, ao passo que saímos caminhando, fui anotando o que fazíamos. Cinco passos a frente, viramos a direita, mais sete passos, direita novamente, cinco passos. Pela sequência, estávamos na varanda do segundo andar, canto direito. Mais alguns segundos e saímos caminhando novamente, esquerda dessa vez, por uma das portas de entrada, 10 passos a frente, sem noção de ângulo. “Isso nos deixa embaixo da escada ou nos beliches” pensei enquanto eu era virado 180 graus e a corrente no meu pescoço presa atrás de mim.

 

“Espera um pouco que já vou colocar alguém pra te chupar” o mestre Brenno fala pra mim, “Marcelo” ele chama enquanto isso apenas uma palavra consigo lembrar “duvido”. Não demora muito e já começo a sentir alguém chupando o meu pau, porem a excitação vinha e voltava em intervalos regulares. “sequencia errada de botões” eu pensei na hora, deslocando a mordaça para frente, tentei chamar a atenção “Marcelo?” chamei, “Marcelo?” sem resposta... “well played Brenno, well played” pensei na hora. Chamar a atenção de outra forma, tento me movimentar mas isso não surte efeito, por fim consigo chamar a atenção movimentando para frente um dos meus pés.

 

“algum problema?” pergunta o 14, em partes respondo “tu pode puxar elas, isso ajuda um pouco nos intervalos”, “certo, puxar” confirma o 14... A mudança foi grande, logo que não tinha mais um intervalo entre os estímulos e eu isso me fez perder o controle de quando eu ficava excitado. Mas o 14 mais apertava que puxava e as vezes doía, porém não o suficiente pra ser desconfortável. Da maneira como eu estava excitado eu não iria gozar com certeza.

 

O Mestre Brenno veio perguntar algumas vezes se estava tudo certo, respondi que sim. Porem acredito ter perguntado quem estava lá embaixo fazendo um excelente serviço, logo que ainda não tinha certeza. Nessa hora acredito que tenha havido uma pequena confusão com o Marcelo ou o 11 trocando de lugar com o 14. Não pude ter certeza pois havia pouco espaço para mim ver a mudança e acredito que por causa disso o Mestre Brenno ameaçou de vendar do 16, o único que tinha visão do que estava acontecendo por aqui. Dessa vez porem o mestre Brenno fez algo diferente, prendendo as cintas que passavam entre as minhas pernas na coluna atrás de mim, me dando menos movimentação ainda.

 

Tão logo escutei o mestre Brenno se afastar comecei a me movimentar e usar o pequeno espaço que tinha, forçando meu corpo para frente, como um cachorro acorrentado, comecei a forçar a corrente no pescoço, a pressão me deixou mais excitado do que estava e isso contribuiu para o tempo passar cada vez mais rápido.  Porém não demorou muito e o tempo começou a acelerar.

 

Não sei quanto tempo se passou mas comecei a ficar com sede e a mordaça começou a incomodar logo acima do meu ouvido direito. Acredito que então o Richard tenha vindo perguntar se eu precisava de algo e falei que gostaria de agua. Mas tomar agua com aquela mordaça se tornou um desafio enorme, apesar da mordaça ser simples.

 

Comecei a ter caibras em uma das pernas, e minha excitação começou a dissipar. Quando fui perguntaram novamente se estava tudo ok, pedi para poder sentar. Alguns minutos se passaram antes da corrente ser solta e eu escorregar pela coluna até o chão. O tempo foi passando e comecei a me sentir confortável para testar os limites da camisa de força. Percebi então que tinha um pouco de folga dentro dela e poderia me deslocar dentro da camisa, aumentando a folga em um dos braços ao mesmo tempo podendo começar a trabalhar nos passos 4 e 5 para sair. Estava a pensar em fazer isso quando alguém me perguntou de forma ríspida, “está pensando em escapar?”. Menti dizendo que não, “too much risk doing it blindfolded, bid your time” pensei. Alguns minutos se passaram e o 10 chega do meu lado, dizendo que eu estou um tesão assim, “obrigado 10, tu poderia me dar uma informação? Estou na coluna embaixo da escada ou ao lado dos beliches?” perguntei, “na coluna, tem um estrado atras de ti” respondeu o 10. O tempo continuou passando e logo a sala começou a esvaziar.

 

Acho que então o Zuco (provavelmente) me pediu se eu precisava de algo, eu respondi que gostaria de me movimentar um pouco. “vou perguntar ao Mestre Brenno” ele me responde. Alguns minutos depois ele volta e começa a remover a balaclava / venda /mordaça. Comecei a levantar, o Zuco pensou em oferecer ajuda, mas eu já estava habituado com a forma diferente de movimentação. Caminhei um pouco pela playroom, fui até a sacada e olhei para fora. Um sorriso surge no meu rosto até mesmo hoje ao imaginar a cena.

 

Após algum tempo os internos voltam a sala, tinham ido fazer uma chuva dourada. O Mestre Guto então se oferece pra me tirar da camisa de força, mas estou um tanto confortável nela e acabo dizendo que prefiro curtir ela mais um tempo. Mestre Brenno então me puxa novamente pela corrente e faz uma brincadeira dizendo que se ele me prendesse onde eu estava, eu não ia sair tão cedo. Penso “acho que consigo abrir esse mosquetão com a língua se for o caso” mas decido não provocar.

 

Os internos começam a descer as escadas e por último vou eu e o Mestre Brenno, segurando a corrente. No primeiro lance de escadas sinto confiança no meu equilíbrio porem a corrente(curta) que o Mestre Brenno segura não permite muita movimentação. Apesar de uma pequena troca de frases nos primeiros lances de escada, chegamos ao refeitório. Desta vez o refeitório está com duas mesas, ou seja os mestres vão comer na mesma sala que nós.

 

Começamos a conversar sobre fetiches ele (mestre brenno) diz pra mim “eu conheço uns 10% teoria e uns 235% prática.” Não controlando a língua, respondo “já eu conheço uns 90% teoria e uns 25% prática”. Naquilo que eu termino a frase, o mestre Brenno começa a puxar a corrente para baixo, quase me fazendo ficar de joelhos na escada enquanto pergunta “e qual é o nome disso então?”, com a garganta pressionada por causa da corrente, minha voz sai diferente “dominação” eu respondo, novamente ele pergunta “e tinha em algum lugar escrito que eu, mestre Brenno, ia fazer isso?” e respondo “não...”, “...mas agora tem” eu penso completando enquanto me reequilibrava.

Estava acontecendo coisas demais ao meu redor para eu conseguir focar minha atenção. Os internos foram servidos e encaminhados para a mesa, um a um eles foram sentando até restar eu (ainda na camisa de força) e os staffs caminhando ao meu redor. Seguindo em frente escuto o Mestre Brenno perguntar pra um dos staffs (provavelmente Caui) “na ficha dele tem dog?”, eu respondo “provavelmente”, “então vai comer no pote de dog – virando pro caui – vai lá em cima e pega.” Disse o mestre brenno.

 

Eu comecei a achar a situação engraçada. Não demorou muito Caui voltou com o pote e o Mestre Brenno entregou para o moreno servir, moreno colocou então uma boa dose de arroz com estrogonofe misturado. Mestre Brenno então colocou o pote no chão e me ordenou a comer deitado no chão. Tive um pouco de dificuldade para chegar no chão.

Eu não sei se algum de vocês já teve essa experiência, mas eh algo complicado de descrever. Em primeiro lugar tu pode ir no modelo dog e fazer bagunça ou fazer que nem os gatos. Fui pelo segundo modelo, usando apenas a língua fui pescando alguns dos pedaços de carne e arroz e ao mesmo tempo empurrando eles para a borda oposta. Olhei para cima e troquei olhares com o Nove que não parava de me olhar. Ao mesmo tempo vi os internos vira e meche olhando para traz. Quando minha língua encostou no fundo do pote vi que as coisas iriam complicar um pouco. Tratei então de morder a borda, girando a cabeça e movendo ele para uma posição diferente. “this is taking way longer than expected” pensei. Acelerei um pouco a velocidade até ter limpado uma parte do pote. Girei o pote novamente e peguei alguns dos pedaços de carne. “Okay, enough”. Utilizando os joelhos me coloquei em pé novamente com um pouco de facilidade dessa vez logo que depois de varias horas em uma camisa de força eu me acostumei com a movimentação um pouco diferente.

 

Usando uma das pernas, movimentei uma cadeira do lado os internos, sentando ao lado do Mauro. Ele com um sorriso enorme. Me ofereceu um copo com coca-cola que aceitei. Aos poucos fui entrando na conversa. Nossa atenção foi chamada, para o fato de o moreno ter esquecido de pegar o pote do dog e como punição ele iria comer naquele pote. “Mea culpa” pensei. Não tardou e antes que eu pudesse registrar o momento o Moreno teve que comer no mesmo pote que eu estava comendo a alguns minutos antes. Chamei o moreno algumas vezes e quando ele olhou pra mim com arroz e estrogonofe espalhado pelo queixo e bochechas, eu disse “desculpa” e ele responde “que nada, isso é tesão pra mim”.

 

Volto a me concentrar na mesa durante um tempo. O tempo vai passando e logo chega o Moreno com uma torta na mesa dos internos. Ao levantar coloquei a cadeira de volta no lugar, alguém fez uma comparação entre a estampa da camisa que o Caui usava no momento (camisa preta com uma figura de alguém em uma camisa de força branca com cabelos espalhados e olhos arregalados). Não demora muito e algumas fotos são tiradas, não sem antes espalhar meus cabelos. Aproveito o momento das fotos para arregalar os olhos, abrindo-os mais que o normal, dessa forma ficando mais parecido com a estampa.

 

Começamos a nos reunir ao redor da mesa e nesse momento o Dom Luís agarrou a camisa de força. E quando o Mestre brenno começou a falar, ele colocou a mão com a luva sobre minha boca e  com os dedos fechou meu nariz, falando no meu ouvido “eu só vou te deixar respirar quando o Brenno parar de falar”. Por causa desse breathplay inesperado, não consegui prestar o minimo de atenção no que o Mestre Brenno disse. Acabei por ficar excitado (em partes). Finalmente o Mestre Brenno finalizou o discurso e o Dom Luís me soltou.

 

A torta começou a ser cortada, e os pedaços foram sendo distribuídos entre os que estavam no refeitório. Então um dos staffs (Richard) gesticulou para sentar na cadeira ao lado dele e ele começou a me servir com a torta. Acredito que ele tenha ficado entediado meio rápido com isso logo que antes de eu começar a mastigar uma porção, ele já estava vindo com a próxima.

 

“Se o filme de vocês não estava queimado até agora em casa, depois dessa certamente vai ficar” disso o Dom Barbudo ao passo que começou a distribuir uns pacotes com uma sacola de pano com o logotipo do camp. (Acredito que dos mestres/staffs tinham o logotipo preto enquanto dos internos tinham o logotipo verde escuro). Em fila então fomos em direção ao Mestre Brenno para ele remover as correntes ao redor do nosso pescoço. Quando chegou na minha vez, quando o Brenno soltou a corrente, eu disse “eu te abraçaria também como os outros, mas no momento acho que vai ser meio complicado isso”.

 

Peço para o 10 segurar tanto a sacola quando o pingente para mim enquanto subimos as escadas de volta ao andar dos internos. Ao chegar no segundo andar, este já se encontrava em fase de mudança, com tudo sendo guardado nas devidas malas. Apesar de eu me sentir confortável, fico um pouco triste ao saber o que tem pela frente. Chego perto do mestre Guto e digo: “acredito que agora eu precise de um pouco mais de movimentação”. Enquanto o Mestre Guto vai abrindo as cintas da camisa de força, eu  me sinto um pouco melancólico. Logo ela se separa do meu corpo, agradeço ao Mestre Guto.

 

Apenas com calça de segunda pele, começo a ajudar, removendo as cordas. Logo aparece o Zuco com os celulares, devolvendo o meu. Ele vendo a forma que estava tentando remover uma das cordas de apoio diz “eu acho que não vai sair assim” enquanto eu faço 3 passos para trás. Movimento ela para cima e ela salta do gancho que a prendia proximo ao teto. “Saiu” eu digo. Enquanto enrolo as cordas, vejo o Calvin tentando desamarrar um nó um pouco complexo. Pergunto se precisa de ajuda, ele responde que não e diz para ir ver se o pessoal na cozinha precisa.

 

Memória não necessária - Avançando.

 

De volta ao quarto, vejo que o 10 deixou tanto o pingente quanto a sacola sobre a minha cama. Procuro ele novamente e dou de presente a sacola do camp agradecendo a ele pela ajuda. começo a remover a roupa de cama, a guardar tudo sem a minima vontade de dobrar. Tiro o uniforme do camp e troco por uma calça jeans e camiseta.

 

Tudo guardado, voltamos ao andar de baixo, desta vez tudo se encontra em locais diferentes, as malas já foram levadas ao átrio e apenas os internos e alguns dos mestres ficaram no segundo andar. Aproveitamos o tempo para trocar informações pessoais entre outras coisas e tirar algumas fotos. Aproveito para tirar algumas fotos, em especial com o Dom PC, Calvin e Richard. Após algum tempo somos chamados para uma entrevista com os mestres e o pessoal da staff.

 

Durante a tarde, o 7 chega e oferecendo doces com um cooler cheio de potes. Enquanto os outros internos dividem entre si, eu passeio pelo andar. A tarde vai terminando e percebo que o micro que vai nos levar de volta a sp chegou, com o motorista gritando da cerca. Ele pergunta se tem algum Fábio e eu respondo “não tenho certeza, aguarda um min” enquanto fui procurar alguém que soubesse. Não demorou muito e fui eu a ser chamado.

 

Desci as escadas, passando pelo átrio com diversas malas, chegando na sala, os mestres todos sentados nos diversos sofás e poltronas. Dom Barbudo me fala para sentar ao lado dele, do outro lado o Marck Ulrich. Meus olhos percorrem a sala mas existem detalhes demais pra armazenar e o tempo é curto. Algumas perguntas começam a ser feitas, como se eu gostei do camp, foi um espaço para um feedback, algumas das perguntas eu ja sabia que viriam e ja tinha a resposta pronta. Escuto Dom Luis perguntando se foram mais pontos positivos que negativos, respondo que sim mas que é muito cedo pra mim relatar de forma melhor. Digo que durante alguns pontos eu não pude aproveitar como gostaria logo que fiquei extremamente nervoso mas que a frente conseguiria rever as sessões e ter uma ideia melhor, “quase que num minuto a minuto” foram minhas exatas palavras. Dom Marck então responde dizendo que foi percebido o meu nervosismo. A entrevista termina de forma rápida logo que eu tinha a noção que já estávamos atrasados.

 

Volto para  o andar de cima e não demora muito as entrevistas terminam. Dessa vez vamos todos para fora, levando nossas malas. Aos poucos elas vão sendo carregadas no micro-ônibus, alguns indo de micro, outros no carro que vieram ao camp. Embarcamos no micro e partimos de volta a SP, chegando então ao final do camp.

 

Eu poderia relatar o que aconteceu após o camp, mas acredito que isso não seja tão interessante...